
Quatorze anos após um dos maiores desastres da história da navegação moderna, o naufrágio do Costa Concordia voltou ao centro das atenções com o lançamento do documentário Shipwrecked: Nightmare at Sea, da Netflix. A produção reúne imagens inéditas, depoimentos de sobreviventes e reconstitui os erros que levaram ao acidente ocorrido em janeiro de 2012, na costa da Ilha de Giglio, na Itália.
O navio transportava mais de 4,2 mil pessoas quando colidiu contra um recife após desviar da rota para realizar uma saudação próxima ao litoral. O impacto provocou o rompimento do casco, o alagamento da embarcação e um processo de evacuação marcado por falhas operacionais. Ao todo, 32 pessoas morreram, tornando o episódio um marco na história da indústria de cruzeiros.
Costa Concordia reforça debate sobre segurança
Além de revisitar a tragédia, o documentário reacende a discussão sobre a responsabilidade do então comandante Francesco Schettino, condenado a 16 anos de prisão por homicídio culposo, naufrágio e abandono da embarcação antes da conclusão da evacuação.
Nos últimos dias, também ganhou repercussão a informação de que Schettino desistiu do pedido para cumprir parte da pena em regime de semiliberdade. Segundo a imprensa italiana, a solicitação foi retirada por falta de uma oportunidade de trabalho, requisito previsto na legislação do país para esse tipo de benefício. O ex-capitão do navio da Costa Concordia permanece preso em Roma.
O acidente provocou mudanças importantes na operação das companhias marítimas em todo o mundo. Entre elas estão a obrigatoriedade de exercícios de emergência antes da partida, reforço dos protocolos de evacuação, maior controle sobre o acesso à ponte de comando e revisão das normas internacionais de segurança para cruzeiros.
A produção da Netflix resgata não apenas a cronologia do desastre, mas também seus impactos duradouros sobre passageiros, tripulantes e sobre a própria indústria de cruzeiros, que passou a adotar procedimentos mais rígidos após o episódio.







