
Israel continua enfrentando uma forte retração no turismo internacional. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as chegadas de turistas estrangeiros ao país em 2025 ficaram 70,8% abaixo do nível registrado antes da pandemia de Covid-19.
A queda está diretamente relacionada ao cenário de conflitos armados e às tensões no Oriente Médio, que reduziram a confiança dos viajantes e afetaram a conectividade aérea com o país. A situação interrompeu a recuperação do turismo israelense, que vinha avançando após a pandemia.
O impacto ultrapassa a hotelaria. A redução do número de visitantes afeta restaurantes, comércio, atrações turísticas, operadores, guias, empresas de transporte e outros negócios que dependem da movimentação de turistas.
Antes da atual crise, o turismo tinha participação relevante na economia israelense. Segundo a OCDE, o setor representava 2,6% do valor agregado bruto da economia antes da pandemia. Em 2023, ainda respondia por 1,9% do valor agregado bruto e por 3,3% do emprego no país.
Turismo doméstico ameniza perdas
Com a queda dos visitantes internacionais, o mercado interno passou a desempenhar papel importante na sustentação do setor. A OCDE aponta que Israel registrou 23,8 milhões de pernoites domésticos em 2024, volume 37% superior ao de 2019.
O governo também adotou medidas de apoio a empresas turísticas, incluindo financiamento e benefícios fiscais para segmentos afetados pela crise.
Destinos como Jerusalém, Tel Aviv e o Mar Morto, tradicionalmente importantes para o turismo internacional, continuam dependentes da retomada da segurança e da normalização das conexões aéreas.
A OCDE avalia que Israel tem potencial para recuperar o fluxo turístico caso o cenário geopolítico melhore. Em um cenário favorável, o país poderia alcançar 7 milhões de visitantes internacionais até 2030.
O caso israelense evidencia um dos principais desafios do turismo global: em momentos de instabilidade, a percepção de risco pesa diretamente na decisão do viajante. Quando a sensação de insegurança aumenta, destinos alternativos passam a ocupar o espaço deixado pela demanda perdida







