
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que mais de 175 mil vistos de estrangeiros foram revogados durante o governo do presidente Donald Trump. Segundo o órgão, as medidas atingiram pessoas que teriam violado as condições dos vistos, cometido crimes, fraudado cidadãos americanos, incitado violência ou apresentado riscos à segurança nacional.
A maior parte das revogações ocorreu após encontros dos estrangeiros com autoridades policiais. Entre os principais motivos apontados estão acusações de agressão, direção sob efeito de álcool ou drogas, furtos e crimes relacionados a entorpecentes.
O Departamento de Estado também citou casos envolvendo acusações de estupro e agressão sexual, sequestro e tráfico de pessoas e posse de material de abuso sexual infantil.
Revogações por manifestações políticas
O governo americano afirmou ainda ter cancelado vistos de estrangeiros que teriam comemorado publicamente o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. Entre os casos mencionados está o de uma pessoa que declarou que o ativista “morreu tarde demais”.
A medida integra uma política mais ampla de fiscalização migratória adotada durante o segundo mandato de Trump, que vem ampliando as restrições relacionadas à entrada e permanência de estrangeiros nos Estados Unidos.
O que motivou as revogações
Segundo o Departamento de Estado, os principais motivos incluem:
- Violação das condições do visto;
- Envolvimento em crimes;
- Incitação à violência;
- Fraudes contra cidadãos americanos;
- Abuso do sistema de imigração;
- Questões relacionadas à segurança nacional.
EUA ampliam exigência de caução para vistos
Paralelamente às revogações, o governo americano tornou permanente um programa que permite exigir caução de até US$ 20 mil de cidadãos de determinados países que solicitem vistos de negócios e turismo, nas categorias B1 e B2.
A medida havia sido testada em um programa-piloto durante um ano. Segundo o Departamento de Estado, os resultados indicaram que a exigência de garantia financeira poderia ser utilizada como instrumento de fiscalização migratória.
Os funcionários consulares podem determinar individualmente a necessidade da caução como condição para a emissão do visto.
Países incluídos no programa
A lista divulgada pelo governo americano inclui 50 países, entre eles Argélia, Angola, Bangladesh, Cabo Verde, Cuba, Etiópia, Gâmbia, Moçambique, Nigéria, Senegal, Venezuela, Zâmbia e Zimbábue.
Também fazem parte da relação países como Benin, Botsuana, Burundi, Butão, Camboja, Costa do Marfim, Djibuti, Dominica, Fiji, Gabão, Geórgia, Granada, Guiné, Guiné-Bissau, Lesoto, Malaui, Mauritânia, Mongólia, Namíbia, Nepal, Nicarágua, Papua Nova Guiné, Quirguistão, República Centro-Africana, São Tomé e Príncipe, Seicheles, Tajiquistão, Tanzânia, Togo, Tonga, Tunísia, Turcomenistão, Tuvalu, Uganda e Vanuatu.
Objetivo é reduzir permanências irregulares
De acordo com o governo americano, a caução busca reduzir o número de visitantes que permanecem nos Estados Unidos além do período autorizado.
A política é direcionada principalmente a países que, segundo os critérios apresentados pelo Departamento de Estado, apresentam taxas elevadas de permanência irregular, dificuldades no compartilhamento de informações com os EUA ou deficiências consideradas relevantes nos sistemas de identificação, verificação de antecedentes e segurança documental.
Como funciona a caução
Valor: até US$ 20 mil por solicitante.
Vistos: principalmente B1 (negócios) e B2 (turismo).
Decisão: a exigência é avaliada individualmente por funcionários consulares.
Objetivo: garantir o cumprimento do período autorizado de permanência nos Estados Unidos.
As novas medidas reforçam a política de controle migratório do governo Trump e aumentam as exigências para determinados estrangeiros que pretendem viajar aos Estados Unidos.
Com informações do G1







