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Novo contrato prevê R$ 85 milhões em investimentos, novas estruturas e política de preços (Reprodução/Visit Iguassu)

O consórcio Novo PNI Macuco venceu o leilão dos serviços de apoio à visitação do Passeio do Macuco com uma proposta de R$ 79,9 milhões. O valor representa ágio de 115% sobre a outorga mínima estabelecida no edital, de R$ 37,2 milhões. O segundo consórcio participante, Passeio do Iguaçu, apresentou proposta de R$ 56,6 milhões, segundo informações divulgadas após a disputa.

O novo contrato terá duração de 15 anos e prevê R$ 85 milhões em investimentos durante o período. A estrutura da concessão foi desenvolvida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), dentro do projeto de concessão dos serviços de apoio à visitação do atrativo.

A concessão inclui a operação do passeio terrestre e das atividades embarcadas nas corredeiras do Rio Iguaçu, além de serviços relacionados a rafting e cachoeirismo. O contrato também prevê novas trilhas e ciclovias, ampliação dos serviços de apoio e mudanças na política de preços.

Entre as alterações previstas está a redução superior a 20% no valor do ingresso. Segundo informações divulgadas sobre o resultado do leilão, o preço máximo deverá passar de R$ 384 para R$ 300 após a execução das obras previstas no edital. Também estão previstos descontos para moradores da região e gratuidade para pessoas em situação de vulnerabilidade inscritas no Cadastro Único, o CadÚnico.

Do montante total de R$ 85 milhões, R$ 44,7 milhões deverão ser aplicados na etapa inicial do contrato. Os recursos serão destinados à reestruturação da infraestrutura do atrativo e à modernização da frota utilizada para transportar os visitantes.

O projeto também prevê a ampliação do centro de apoio aos visitantes. A estrutura deverá contar com sala de interpretação ambiental, espaço para alimentação, sanitários acessíveis, área de descanso, espaço de educação ambiental e sinalização inclusiva. O contrato estabelece ainda ações de conservação, proteção, gestão e monitoramento do Parque Nacional do Iguaçu.

Leilão ocorre após morte de turista em passeio de barco

O resultado da concessão é divulgado duas semanas depois de um acidente envolvendo uma embarcação do Macuco Safari. Em 28 de julho, um barco utilizado em um passeio privativo virou durante o trajeto no Parque Nacional do Iguaçu. O acidente deixou um turista holandês de 26 anos morto.

Segundo o ICMBio, oito pessoas estavam na embarcação: seis turistas holandeses e dois tripulantes, o piloto e o copiloto. O instituto informa que o resgate e a assistência aos ocupantes ocorreram de forma imediata. As circunstâncias do acidente passaram a ser investigadas pelos órgãos competentes.

O Corpo de Bombeiros informou que a vítima sofreu afogamento e evoluiu para uma parada cardiorrespiratória. O turista recebeu atendimento e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, onde morreu.

Após o acidente, o ICMBio determinou a suspensão das atividades do Passeio do Macuco por três dias, a partir de 29 de julho. O órgão também informou que verificou a documentação da concessionária Ilha do Sol, responsável pela operação até a nova concessão, e afirmou que ela estava regular.

Apesar da proximidade entre os dois episódios, a nova concessão não foi criada em decorrência do acidente. O edital já havia sido lançado em maio de 2026 pelo BNDES e pelo ICMBio, com leilão programado para 12 de agosto. O projeto previa, antes do acidente, investimentos de R$ 85 milhões, redução do valor do ingresso e modernização da estrutura do passeio.

Passeio do Macuco recebeu mais de 370 mil visitantes em 2025

Criado em 1980, o Passeio do Macuco recebeu mais de 370 mil visitantes em 2025. O atrativo integra o Parque Nacional do Iguaçu e oferece atividades terrestres e navegação pelo Rio Iguaçu nas proximidades das Cataratas.

A nova concessão também busca ampliar as opções de visitação no local. Além das atividades já oferecidas, o projeto prevê trilhas, ciclovias, rafting, cachoeirismo e estruturas voltadas à alimentação, educação ambiental e interpretação do patrimônio natural.

A participação do setor privado no modelo de concessão é acompanhada de obrigações relacionadas à conservação da unidade. O contrato estabelece medidas de proteção e monitoramento, além de ações de educação ambiental e melhorias destinadas ao atendimento da comunidade local.

Com a conclusão do leilão, o consórcio Novo PNI Macuco passa a ser o responsável pela concessão dos serviços de apoio à visitação durante os próximos 15 anos. A execução das obras e das demais obrigações previstas no contrato deverá alterar a estrutura de atendimento e a política de preços do atrativo.

A concessão mantém o Passeio do Macuco dentro da estratégia de ampliar investimentos privados em serviços de visitação em unidades de conservação. Para os visitantes, as principais mudanças previstas são a redução do preço máximo do ingresso, a criação de descontos e gratuidades, além da ampliação da infraestrutura e das atividades disponíveis no Parque Nacional do Iguaçu.

Com informações de: BNDES, ICMBio, Agência Brasil e Folha de S.Paulo.