
O turismo de negócios alcançou um novo recorde no Brasil nos primeiros sete meses de 2026. Entre janeiro e julho, as viagens corporativas movimentaram R$ 8,4 bilhões, o maior faturamento já registrado para o período. O resultado representa crescimento de 8,1% em relação aos R$ 7,8 bilhões contabilizados no mesmo intervalo de 2025 e mostra a força das viagens a trabalho na movimentação de diferentes segmentos da cadeia turística.
Os dados foram compilados pelo Ministério do Turismo a partir de informações da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP). O levantamento considera diferentes serviços utilizados pelos viajantes corporativos, incluindo transporte aéreo, hospedagem, locação de veículos, seguro-viagem e transfer.
O transporte aéreo foi o principal responsável pelo desempenho do turismo de negócios no acumulado do ano. As viagens de avião movimentaram R$ 5 bilhões entre janeiro e julho, valor 11,94% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A hotelaria aparece na sequência entre os segmentos de maior participação no faturamento das viagens corporativas. Os hotéis movimentaram R$ 2,5 bilhões nos sete primeiros meses de 2026, crescimento de 3,26% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O resultado também inclui a movimentação de serviços complementares utilizados durante as viagens de negócios. A locação de veículos, por exemplo, registrou crescimento de 4,17% no período.
Seguro-viagem e transfer têm os maiores avanços
Entre os segmentos analisados pela ABRACORP, dois serviços apresentaram taxas de crescimento mais expressivas no acumulado de janeiro a julho: seguro-viagem e transfer.
O seguro-viagem teve alta de 64,6% na comparação com os primeiros sete meses de 2025. No período, o segmento movimentou R$ 23,1 milhões.
O serviço de transfer também registrou avanço significativo, com crescimento de 22,1%. O faturamento acumulado chegou a R$ 44,4 milhões até julho.
Embora representem valores menores diante do faturamento do transporte aéreo e da hotelaria, os números mostram que o desempenho das viagens corporativas se distribui por diferentes serviços relacionados à experiência e à logística dos passageiros.
O resultado reforça ainda a dimensão econômica das viagens realizadas a trabalho. Uma viagem corporativa envolve não apenas o deslocamento entre cidades ou países, mas também hospedagem, transporte terrestre, seguros e outros serviços utilizados durante a permanência no destino.
Julho movimentou R$ 1,26 bilhão
Considerando apenas julho, o turismo de negócios movimentou R$ 1,26 bilhão no Brasil. O resultado representa crescimento de 2,17% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o faturamento chegou a R$ 1,23 bilhão.
O transporte aéreo novamente concentrou a maior parcela da movimentação. As viagens de avião responderam por aproximadamente 59,6% do faturamento registrado pelas viagens corporativas em julho.
No mês, o setor aéreo movimentou R$ 750,3 milhões, crescimento de 7,06% em relação aos R$ 700,8 milhões registrados em julho do ano passado.
A diferença entre os resultados acumulados e o desempenho de um mês específico mostra que o crescimento do turismo corporativo vem sendo sustentado ao longo do ano, ainda que as taxas variem entre os diferentes períodos e segmentos.
Viagens corporativas movimentam diferentes setores
O avanço do turismo de negócios tem impacto direto sobre uma cadeia que vai além das empresas responsáveis pela emissão de passagens ou pela organização das viagens. O deslocamento de profissionais movimenta companhias aéreas, hotéis, locadoras, empresas de transporte, seguros e serviços associados.
Em declaração divulgada pelo Ministério do Turismo, o ministro Gustavo Feliciano destacou justamente o efeito das viagens corporativas sobre diferentes atividades da economia.
“O avanço do turismo de negócios comprova o dinamismo da nossa economia. Cada viagem corporativa ativa uma engrenagem gigantesca, do transporte à hotelaria, da gastronomia ao setor de eventos”, afirmou.
Segundo o ministro, a intenção do governo é ampliar a competitividade do país como destino para encontros, eventos e negócios na América Latina.
Os números registrados até julho colocam o turismo de negócios entre os segmentos de destaque do mercado brasileiro de viagens em 2026. O faturamento de R$ 8,4 bilhões também mantém o setor acima do resultado registrado no ano passado, quando os primeiros sete meses haviam somado R$ 7,8 bilhões.
Com o transporte aéreo respondendo por R$ 5 bilhões do total e a hotelaria por outros R$ 2,5 bilhões, os dois segmentos concentram a maior parte da movimentação registrada pela ABRACORP no período. Serviços como locação de veículos, seguro-viagem e transfer completam a composição do faturamento.
O resultado de julho, de R$ 1,26 bilhão, acrescenta mais um dado ao desempenho do setor. O mês terminou acima do resultado registrado um ano antes, enquanto o acumulado de janeiro a julho estabeleceu o maior valor já registrado para o período.







