
O Brasil colocou dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026, segundo o ranking The World’s 50 Best Hotels, divulgado nesta terça-feira (15), em Paris. O Rosewood São Paulo ficou na 6ª posição e foi escolhido como o melhor hotel da América do Sul, enquanto o Copacabana Palace, a Belmond Hotel, no Rio de Janeiro, apareceu em 29º lugar. Na lista ampliada, divulgada no início de agosto, outro endereço brasileiro também havia sido reconhecido: o Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu, que ocupou a 77ª posição.
O resultado coloca São Paulo e Rio de Janeiro entre os destinos associados à hotelaria de luxo no cenário internacional. O Rosewood São Paulo foi o brasileiro mais bem colocado e ficou entre os dez primeiros do ranking global, que reúne propriedades avaliadas por profissionais ligados ao setor de hospitalidade e por viajantes experientes.
A cerimônia aconteceu em Paris e teve novamente o Rosewood Hong Kong no topo. É a segunda vez consecutiva que o hotel de Hong Kong recebe o título de melhor do mundo.
Rosewood São Paulo fica em 6º lugar

Localizado na Cidade Matarazzo, próximo à Avenida Paulista, o Rosewood São Paulo ocupa parte de um conjunto de edifícios históricos que passou por um projeto de restauração e transformação. A propriedade utiliza a antiga Maternidade Matarazzo e também ocupa a Torre Mata Atlântica, concebida pelo arquiteto francês Jean Nouvel, vencedor do Prêmio Pritzker.
O hotel tem 181 acomodações entre quartos e suítes. Entre elas está a Penthouse Suite, uma cobertura triplex instalada no topo da torre e com mais de mil metros quadrados. Outro espaço que chama atenção está no rooftop. A piscina tem 500 metros quadrados e recebeu um trabalho da artista paulista Sandra Cinto. O projeto utiliza azulejos pintados à mão para representar elementos como peixes, aves, plantas e movimentos da água.
A gastronomia também ocupa uma parte importante da experiência oferecida pelo hotel. São seis bares e restaurantes, entre eles o Blaise, de cozinha francesa, o Rabo di Galo, dedicado à coquetelaria, o Taraz, voltado à gastronomia sul-americana, e o Le Jardin.
A presença do Rosewood São Paulo na sexta colocação também garantiu ao empreendimento o reconhecimento de melhor hotel da América do Sul no ranking de 2026.
Copacabana Palace aparece em 29º

No Rio de Janeiro, o Copacabana Palace, a Belmond Hotel, ficou na 29ª posição. O endereço de frente para a praia de Copacabana é um dos hotéis mais conhecidos do país e completou cem anos em 2023. Ao longo de sua história, o hotel recebeu nomes internacionais da música, do cinema e da política. Entre os hóspedes famosos estão Madonna, Janis Joplin, Freddie Mercury e a princesa Diana.
A propriedade também passa por uma nova fase com a reforma do histórico Edifício Piscina. A reabertura está prevista para novembro e deverá acrescentar 68 suítes ao complexo, além de novas áreas de bem-estar e spa.
O projeto inclui ainda um restaurante italiano contemporâneo comandado pelo chef Nello Cassese e uma boutique dedicada ao artesanato brasileiro. A piscina, um dos espaços mais conhecidos do hotel, também será reaberta após a reforma.
O trabalho de renovação foi assinado pelo arquiteto Ivan Rezende e procura preservar referências do edifício construído em 1948, incorporando novos elementos ao espaço.
Hotel das Cataratas também entrou na lista
O Brasil ainda apareceu na relação ampliada do The World’s 50 Best Hotels 2026. O Hotel das Cataratas, a Belmond Hotel, em Foz do Iguaçu, ficou na 77ª posição.
A propriedade é o único hotel localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu e oferece aos hóspedes uma experiência diretamente ligada às Cataratas do Iguaçu. Um dos diferenciais é a possibilidade de acesso às quedas antes da abertura e depois do fechamento do parque para o público geral.
O hotel possui 176 quartos e suítes. Entre as opções estão duas suítes Signature, com áreas que variam de 83 a 164 metros quadrados.
A gastronomia também faz parte da experiência. O hotel oferece desde piqueniques próximos às quedas d’água até o Restaurante Y, comandado pelo chef Luiz Filipe Souza, que também está à frente do restaurante Evvai, em São Paulo.
Rosewood Hong Kong volta ao topo
O primeiro lugar do ranking ficou novamente com o Rosewood Hong Kong. Localizado diante da Victoria Harbour, o hotel possui 413 acomodações e 11 restaurantes. A propriedade é comandada pelo diretor-geral Hugo Montanari, que explicou em entrevista ao CNN Viagem & Gastronomia como o hotel trabalha a relação entre equipe e hóspedes.
“Digo que temos que cuidar dos hóspedes como se fossem nossos pais, mães, avós e tios. Da mesma maneira que recebemos familiares com orgulho e alegria, devemos fazer isso com hóspedes”, afirmou.
Segundo Montanari, essa orientação é transmitida aos funcionários como parte da forma de receber os visitantes. “Quando transmito isso aos funcionários, eles começam a se conectar”, disse.
A segunda e a terceira posições também ficaram na Ásia. O Capella Bangkok, na Tailândia, foi o segundo colocado, seguido pelo Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River. O Capella Bangkok havia sido eleito o melhor hotel do mundo em 2024.
Veja os 10 primeiros colocados
O ranking de 2026 reuniu hotéis de diferentes regiões e colocou a Ásia novamente entre os principais polos da hotelaria de luxo.
- Rosewood Hong Kong, Hong Kong
- Capella Bangkok, Tailândia
- Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River, Tailândia
- Atlantis The Royal, Dubai
- Passalacqua, Lago di Como, Itália
- Rosewood São Paulo, Brasil
- Mandarin Oriental Qianmen, Pequim
- Upper House Hong Kong, Hong Kong
- Chablé Yucatán, México
- Mandarin Oriental Bangkok, Tailândia
O Rosewood São Paulo foi o único hotel sul-americano entre os dez primeiros colocados.
Como é feita a escolha dos melhores hotéis do mundo
A seleção do The World’s 50 Best Hotels é baseada nos votos de mais de 800 especialistas. A Academia responsável pela votação é dividida em 13 regiões geográficas, cada uma com um presidente responsável pela organização dos votantes.
Entre os participantes estão hoteleiros, jornalistas especializados em viagens, viajantes de luxo e profissionais ligados à hospitalidade. Cada integrante pode indicar sete hotéis nos quais se hospedou nos últimos três anos, estabelecendo uma ordem de preferência.
A votação é confidencial e anônima. Os hotéis precisam estar em funcionamento no período definido pelas regras da premiação e não podem ter previsão de fechamento dentro dos três meses seguintes à divulgação do ranking.
Também existem restrições relacionadas aos grupos hoteleiros. Cada votante pode escolher no máximo três propriedades ou marcas pertencentes ao mesmo grupo e não pode votar em um hotel com o qual tenha algum tipo de ligação.
O The World’s 50 Best Hotels faz parte da mesma organização responsável pelos rankings dos 50 melhores restaurantes e dos 50 melhores bares do mundo.







