Abav Expo: Beto Caputo vê demanda forte na hotelaria e cobra isonomia tributária
Beto Caputo, CEO da Atrio e presidente do FOHB (Beatriz Waehneldt/M&E)

A hotelaria brasileira atravessa um momento de demanda consistente, mas enfrenta desafios relacionados principalmente ao cenário econômico e ao custo de novos investimentos. Essa é a avaliação de Beto Caputo, CEO da Atrio e presidente do FOHB, que estará na Abav Expo para acompanhar as discussões e oportunidades do mercado. Para o executivo, as viagens corporativas e de lazer continuam sustentando o desempenho do setor, enquanto as altas taxas de juros limitam a abertura de novos empreendimentos.

“A hotelaria está em um bom momento, apesar das incertezas econômicas atuais. A demanda por viagens, tanto corporativas como de lazer, permanece robusta. Já a oferta de novos hotéis é muito impactada pelas altas taxas de juros. Esta combinação é uma oportunidade para os hotéis existentes”, afirma.

Expansão nas capitais

Na Atrio, as oportunidades de crescimento estão concentradas principalmente nas grandes capitais brasileiras, com atenção especial para destinos que combinam os mercados de lazer e negócios. O Nordeste aparece entre as regiões observadas pela empresa, assim como empreendimentos com estrutura voltada para eventos.

“Estamos muito atentos a oportunidades nas principais capitais do Brasil, especialmente aquelas que combinam turismo de lazer e de negócios, como, por exemplo, as capitais do Nordeste. Também olhamos com muito interesse hotéis com áreas generosas para eventos”, destaca Caputo.

O executivo também aponta o equilíbrio entre tarifas, ocupação e rentabilidade como um dos principais desafios da hotelaria. Com custos e complexidade operacional em alta e um mercado cada vez mais competitivo, a tecnologia passa a ter papel estratégico.

“Neste ambiente, as empresas que melhor combinarem o uso de tecnologia, incluindo IA, com serviços humanizados serão as que se destacarão”, avalia.

Reforma tributária no foco

À frente do FOHB, Caputo aponta a reforma tributária e a isonomia entre os diferentes meios de hospedagem como as principais demandas do setor junto ao governo. Segundo ele, definições nessas duas frentes podem trazer impactos diretos para a atividade hoteleira.

“A reforma tributária e a isonomia tributária em relação aos diferentes meios de hospedagem são as grandes demandas do setor junto ao governo”, afirma.

Na Abav, o executivo também destaca a importância da aproximação entre hotéis, agências, operadoras e demais integrantes do trade. Para Caputo, a integração da cadeia é fundamental para ampliar tanto o turismo doméstico quanto a entrada de visitantes internacionais.

“Hotéis, agências e demais parceiros do trade precisam se unir cada vez mais para ampliar o turismo interno, tanto para brasileiros como para atrair mais turistas estrangeiros”, conclui.