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Dados da Real Seguro Viagem mostram como experiência, segurança e perfil do viajante influenciam a contratação e a recompra (pexels Seguro-viagem)

Quase metade dos consumidores analisados em um levantamento sobre contratação de seguro viagem chegou ao serviço por indicação de amigos ou familiares. O percentual, de 48%, foi identificado pela Real Seguro Viagem a partir de sua base de clientes dos últimos três anos e mostra o peso da recomendação pessoal em um mercado no qual a contratação pode ser feita inteiramente pela internet.

A influência da experiência de outros viajantes também aparece nos dados de recompra. Entre os consumidores da amostra que precisaram acionar o seguro durante uma viagem, 50,5% voltaram a contratar posteriormente, enquanto entre aqueles que não utilizaram a cobertura a taxa ficou entre 25% e 26%.

Os números, segundo a própria análise, não permitem afirmar que o acionamento do seguro seja responsável pela recompra, mas apontam comportamentos diferentes entre os dois grupos. A maioria dos consumidores analisados, porém, nunca precisou utilizar a cobertura durante uma viagem.

Para Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, esse cenário ajuda a explicar por que referências de pessoas próximas podem ter peso na decisão de compra. “A maioria dos nossos clientes nunca precisou acionar o seguro. Nesse contexto, a experiência de outros viajantes ajuda a trazer referências para uma decisão que envolve segurança e atendimento longe de casa”, explica.

Segurança e cobertura ganham peso

Entre os consumidores que já haviam contratado seguro viagem anteriormente, 56% tiveram sua primeira experiência com a Real Seguro Viagem, de acordo com os dados apresentados pela empresa. Segurança e cobertura aparecem entre os principais critérios considerados na escolha, à frente do preço.

A assistência médica é apontada como a proteção mais valorizada pelos consumidores analisados, seguida pelo extravio de bagagem. Entre os valores de despesas médicas disponíveis, a faixa entre US$ 60 mil e US$ 99 mil é a mais escolhida.

Os dados também mostram que o comportamento de compra varia de acordo com o perfil do viajante. A maior concentração está entre pessoas de 25 a 40 anos, enquanto viajantes solo têm presença relevante, principalmente entre os consumidores mais jovens.

Perfil do viajante muda decisão

O público acima dos 50 anos também representa uma parcela importante da amostra e demonstra maior atenção ao atendimento próximo e à clareza das coberturas. Já quem viaja em família tende a pesquisar de forma mais cuidadosa, considerando a amplitude da proteção e eventuais exigências do destino.

Entre grupos de amigos, principalmente na faixa dos 22 aos 35 anos, aparecem com maior frequência consumidores que estão fazendo a primeira contratação e chegam ao serviço por indicação. O levantamento também identifica comportamentos específicos entre intercambistas, que precisam verificar se o seguro atende às exigências de bolsas e programas de estudo.

“São necessidades bastante diferentes, e esses comportamentos mostram que não existe uma fórmula única para a contratação. A forma como o viajante pesquisa e decide varia conforme o momento da vida, o destino e a experiência que já teve com esse tipo de serviço”, afirma Reichenbach.

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Reputação também influencia pesquisa

Além das recomendações de amigos e familiares, informações públicas sobre a reputação das empresas podem ser utilizadas pelos consumidores durante a pesquisa. Entre março e agosto de 2026, a Real Seguro Viagem informa ter registrado 100% das reclamações respondidas e resolvidas no Reclame AQUI, com nota média de 9,93 nas avaliações dos consumidores e classificação RA1000 no período.

Para Reichenbach, o acompanhamento das avaliações também pode ajudar as empresas a identificar pontos de melhoria no atendimento. “Em um serviço como o seguro viagem, a confiança é construída antes mesmo de o cliente precisar da cobertura. Por isso, acompanhar o que os consumidores relatam no dia a dia e entender os pontos que mais geram dúvidas ou insatisfação é importante”, avalia.

A reputação, no entanto, é apenas um dos aspectos que podem ser considerados antes da contratação. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) orienta o consumidor a verificar se a seguradora responsável pelo produto está autorizada a operar e a comparar coberturas equivalentes, observando limites, exclusões, eventuais franquias e condições de utilização.

Também é importante conferir previamente os canais disponíveis para acionar o seguro e os documentos necessários em caso de atendimento ou solicitação de reembolso. A recomendação é manter a apólice, as condições gerais e os comprovantes da contratação durante toda a viagem.

O que conferir antes de contratar

Antes de contratar um seguro viagem, o consumidor deve verificar se a seguradora responsável pelo produto está cadastrada na Susep e comparar opções considerando os mesmos tipos e valores de cobertura. Também é importante ler as situações que não estão incluídas na proteção e conferir limites, eventuais franquias, carências e regras para utilização ou reembolso.

Outro ponto é pesquisar a reputação da empresa em plataformas de avaliação, observando não apenas a nota atribuída pelos consumidores, mas também os tipos de reclamação e a maneira como os casos são respondidos. Antes do embarque, o viajante deve ainda saber por qual canal o seguro pode ser acionado e quais documentos podem ser exigidos em caso de atendimento.

A Real Seguro Viagem disponibiliza informações sobre seus produtos e serviços em seu site oficial.