Biometria
Projeto-piloto de biometria testa identificação de pedestres na aduana brasileira em Foz do Iguaçu (Beatriz do Vale/M&E)

A Receita Federal iniciou, no dia 1º de outubro, um projeto-piloto com totens de biometria na aduana brasileira da Ponte Internacional da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Ciudad del Este, no Paraguai. Uma iniciativa que tem como objetivo agilizar a travessia de pedestres e aprimorar o controle aduaneiro.

Nos primeiros dez dias de testes, os equipamentos registraram 43.495 passagens. O sistema utiliza a leitura da palma da mão para identificar os viajantes sem contato físico com o aparelho.

Como funciona a biometria na Ponte da Amizade

Para utilizar o sistema, o pedestre aproxima a palma da mão do sensor instalado no totem. A leitura é feita em poucos segundos, permitindo o registro automatizado da passagem pela aduana brasileira.

As informações coletadas com a biometria também podem ajudar a Receita Federal a direcionar as ações de fiscalização para situações que demandem maior atenção, sem a necessidade de interromper o fluxo de todos os viajantes.

A tecnologia, porém, não altera as regras para quem faz compras no Paraguai. Os limites de isenção para bagagens, a obrigatoriedade de declarar mercadorias quando aplicável e os demais procedimentos aduaneiros continuam os mesmos.

Testes seguem até o fim de outubro

A fase experimental ocorre durante todo o mês de outubro, com acompanhamento da Receita Federal e do Itaipu Parquetec, parceiro do projeto por meio da iniciativa Muralha Inteligente.

Nesse período, são avaliados o funcionamento dos equipamentos, os procedimentos operacionais e os aspectos relacionados à segurança e à proteção de dados pessoais. Os resultados vão subsidiar a decisão sobre a continuidade ou a possível ampliação do sistema.

Além da Ponte da Amizade, outros pontos do Paraná que poderão receber a tecnologia futuramente são a Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu, e a fronteira com Salto del Guairá, na região de Guaíra.

*com informações Tribuna do Paraná e Receita Federal