Companhia será patrocinadora principal de três Grandes Prêmios do Campeonato Mundial de Fórmula 1® de 2025 – Grande Prêmio da Áustria, Grande Prêmio dos Estados Unidos e Grande Prêmio de São Paulo (Divulgação/Rodrigo Ruiz/F1 GPSP)
Acordo de dez anos prevê autódromo em Bugesera, próximo a Kigali, e marca a tentativa de recolocar o continente no calendário da categoria após mais de três décadas (Divulgação/Rodrigo Ruiz/F1 GPSP)

A Fórmula 1 voltará a ter a África no horizonte de seu calendário com um projeto de corrida em Ruanda. A categoria confirmou um acordo de dez anos para a realização de um Grande Prêmio no país, que deverá receber a competição em um circuito permanente ainda em desenvolvimento. A estreia é projetada para 2030 ou 2031, mas a definição depende do andamento das obras.

O autódromo será construído em Bugesera, a aproximadamente 40 quilômetros de Kigali, capital ruandesa. O empreendimento marca uma nova etapa nas negociações para levar a principal categoria do automobilismo mundial de volta ao continente africano, que não recebe uma etapa desde o Grande Prêmio da África do Sul de 1993.

Circuito será construído próximo à capital

O projeto do Rwanda International Circuit foi desenvolvido pelo ex-piloto de Fórmula 1 Alex Wurz, em parceria com o escritório do engenheiro Hermann Tilke, responsável pelo desenho de diversos circuitos utilizados pela categoria. A proposta contempla um traçado com curvas de média e alta velocidade, inspirado em pistas tradicionais do automobilismo.

A construção de uma estrutura permanente será determinante para viabilizar a realização da prova. Embora o acordo tenha duração de dez anos, a organização ainda não estabeleceu uma data definitiva para a primeira edição, que dependerá do cronograma de implantação do circuito.

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África está fora do calendário desde 1993

A última corrida da Fórmula 1 em solo africano aconteceu em 1993, no circuito de Kyalami, na África do Sul. Na ocasião, o francês Alain Prost venceu a prova pela Williams. O país sediou etapas do campeonato em diferentes períodos entre 1962 e 1993, mas o continente não voltou a integrar o calendário desde então.

Nos últimos anos, a categoria voltou a avaliar possibilidades de retorno à região, com projetos envolvendo a África do Sul e o Marrocos. A iniciativa de Ruanda representa mais uma tentativa de recuperar esse espaço no campeonato, agora com a perspectiva de uma nova estrutura e um contrato de longo prazo.

Com informações de Ge