Com hotel, restaurantes, lojas e centro cultural, complexo prepara novas aberturas na região da Avenida Paulista (Reprodução/Site oficial)
Com hotel, restaurantes, lojas e centro cultural, complexo prepara novas aberturas na região da Avenida Paulista (Reprodução/Site oficial Cidade Matarazzo)

A Cidade Matarazzo, complexo instalado no terreno do antigo Hospital Matarazzo, na região da Bela Vista, em São Paulo, prepara novas inaugurações para concluir a ocupação de seus espaços. Após receber mais de R$ 3 bilhões em investimentos, o empreendimento projeta movimentar mais de R$ 1,5 bilhão em 2026, depois de superar R$ 1 bilhão no ano anterior.

As próximas etapas incluem uma sala subterrânea voltada a experiências imersivas e eventos, novas operações gastronômicas e um projeto dedicado à saúde e à longevidade, previsto para o primeiro semestre de 2027. A proposta amplia a atuação do complexo, que reúne hotelaria, cultura, varejo, gastronomia e entretenimento.

O fluxo diário estimado é de 10 mil a 15 mil pessoas em condições normais, podendo chegar a 20 mil visitantes nos períodos de maior movimento.

Sala subterrânea terá capacidade para 1.500 pessoas

Uma das próximas inaugurações será um espaço integrado à Casa Bradesco, projetado para receber exposições, instalações imersivas, apresentações musicais, DJs e outros eventos. A capacidade estimada é de 1.500 pessoas.

A estrutura terá cerca de 700 metros quadrados de telas de LED, que somam 280 milhões de pixels. A proposta é desenvolver experiências audiovisuais criadas especificamente para o ambiente.

“Vamos produzir coisas que nunca aconteceram antes”, afirmou Alexandre Allard, idealizador do projeto, à Exame, ao comentar a proposta de integrar música, imagem e público.

A construção subterrânea também está relacionada à preservação dos edifícios históricos do terreno. Como parte das construções é tombada, o empreendimento concentrou no subsolo áreas técnicas, estacionamentos, circulação e novos espaços comerciais e culturais.

Cidade Matarazzo mira R$ 1,5 bilhão em 2026 e prepara novas operações em São Paulo
Novidades incluem experiências imersivas, novos restaurantes e um projeto de saúde previsto para 2027 (Reprodução/Site oficial Cidade Matarazzo)

Saúde e longevidade estão previstas para 2027

Outra frente prevista para o complexo é uma operação dedicada à saúde e à longevidade. O projeto ainda não teve seus serviços, modelo de negócio e investimento específico detalhados, mas Allard o descreveu como um “hospital do terceiro milênio”.

A previsão é lançar a iniciativa no primeiro semestre de 2027. A proposta retoma a relação histórica do endereço com a área da saúde, já que o terreno abrigou o Hospital Umberto I, conhecido como Hospital Matarazzo, e a Maternidade Condessa Filomena Matarazzo.

O hospital encerrou suas atividades em 1993. Após anos sem uma função permanente, a área passou por um processo de transformação que preservou os edifícios históricos e incorporou novas estruturas ao conjunto.

Gastronomia e varejo ampliam a oferta

Nos últimos meses, a Cidade Matarazzo recebeu novas operações gastronômicas e comerciais. Entre elas estão o Preta Maria, restaurante concebido com participação da chef Bela Gil, e o Café Mata by Bachour, primeira operação permanente no Brasil do confeiteiro Antonio Bachour.

O complexo também abriga o Mata Città, inaugurado em dezembro de 2025, que ganhou em 2026 o Mercato Mata Città. O mercado reúne mais de 1.300 produtos, uma adega com quase mil rótulos e linhas próprias.

Outra operação é o Mata Lab, espaço de aproximadamente 3 mil metros quadrados que reúne mais de 300 marcas. A plataforma ampliou sua área dedicada a segmentos como beleza, bolsas, calçados e óculos. Em agosto de 2026, recebeu a primeira boutique física da YSL Beauty no Brasil.

Na gastronomia, também estão previstos novos projetos, entre eles um boteco desenvolvido com a chef Janaína Torres, proprietária do Bar da Dona Onça. As iniciativas fazem parte da etapa final de ocupação dos espaços disponíveis.

Investimento ultrapassa R$ 3 bilhões

A Cidade Matarazzo pertence às empresas BM Empreendimentos e BM Varejo. Alexandre Allard, idealizador do complexo, é sócio minoritário do projeto. Em informações financeiras apresentadas à Exame em 2024, Allard afirmou ter investido R$ 1 bilhão. Outros R$ 1 bilhão vieram da Chow Tai Fook Enterprises, holding de Hong Kong que é acionista majoritária da BM Empreendimentos. Os demais sócios somavam aproximadamente R$ 500 milhões, além de financiamento bancário.

A aquisição do terreno foi concluída em 2011, por R$ 117 milhões, em parceria com o fundo WWI. As obras ganharam força em 2015, com a proposta de recuperar o patrimônio histórico e instalar novas atividades no local.

Entre as operações que passaram a integrar o complexo estão o Rosewood São Paulo, a Soho House, a Casa Bradesco, o Mata Lab e restaurantes de diferentes segmentos.

*Com informações de Exame