Jornada
Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev (Divulgação/Alagev)

A discussão sobre o fim da escala 6×1 e as mudanças nas regras de jornada de trabalho exige planejamento das empresas de turismo corporativo e da indústria de eventos. A avaliação é de Luana Nogueira, diretora-executiva da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), que destaca a necessidade de conciliar melhores condições de trabalho com a continuidade das operações do setor.

Segundo a entidade, atividades turísticas e de eventos podem exigir atendimento ininterrupto, inclusive aos finais de semana e feriados. Nesse cenário, uma eventual redução da jornada pode demandar novas contratações e elevar os custos operacionais, em um mercado que já enfrenta desafios para atrair e reter profissionais qualificados.

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Jornada exige adaptação das empresas do setor

A Alagev reconhece a importância de discutir modelos de trabalho que favoreçam a qualidade de vida dos profissionais, mas defende que a transição seja conduzida com diálogo e embasamento técnico, considerando os impactos para empresas, trabalhadores e consumidores.

Com os avanços da discussão no Senado, a associação recomenda que as empresas comecem a revisar escalas, dimensionar equipes e avaliar os possíveis efeitos financeiros de mudanças na jornada. O planejamento também deve envolver conversas com profissionais e fornecedores, além da análise de alternativas para manter a qualidade dos serviços e a competitividade dos negócios.

Como parte desse trabalho, a Alagev promove webinars e desenvolve conteúdos especializados para apoiar as empresas na análise de cenários, na tomada de decisões e na elaboração de estratégias alinhadas às transformações do mercado.