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Air Canada registra receita operacional recorde de US$ 6,266 bilhões no segundo trimestre de 2026 (Divulgação/AirCanada)

A Air Canada registrou receita operacional recorde de US$ 6,266 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela forte demanda em sua rede, especialmente nos segmentos de viagens premium e corporativas e no tráfego de conexão internacional.

A capacidade operacional cresceu 0,3% no período, ligeiramente abaixo do limite inferior da projeção da empresa. A Air Canada atribuiu a diferença principalmente a interrupções provocadas pelo clima, que afetaram a conclusão de voos no fim do trimestre.

O LAJIDA ajustado ficou em US$ 719 milhões, no limite superior da projeção para o período, mesmo com despesas com combustível 49% maiores na comparação anual.

Prejuízo operacional, mas lucro ajustado

As despesas operacionais somaram US$ 6,481 bilhões, resultando em prejuízo operacional de US$ 215 milhões e margem operacional negativa de 3,4%.

Antes dos impostos, o prejuízo foi de US$ 316 milhões. Na métrica ajustada, porém, a companhia registrou lucro de US$ 77 milhões.

O resultado líquido foi negativo em US$ 178 milhões, com prejuízo diluído de US$ 0,63 por ação. Considerando os ajustes, a empresa apresentou lucro líquido de US$ 114 milhões, equivalente a US$ 0,40 por ação diluída.

Geração de caixa

A geração de caixa permaneceu como um dos destaques do trimestre. A Air Canada registrou US$ 651 milhões em fluxo de caixa líquido das atividades operacionais e US$ 174 milhões em fluxo de caixa livre.

A companhia também destinou US$ 125 milhões à recompra de ações e encerrou o trimestre com índice de alavancagem de 1,7, ante 1,4 registrado em 30 de junho de 2025.

O CEO Michael Rousseau destacou a diversificação das fontes de receita, as medidas de precificação e o controle de custos como fatores importantes para o desempenho.

Projeções para 2026

A Air Canada informou que está restabelecendo e atualizando suas projeções financeiras para o ano de 2026. A empresa espera contar com a resiliência da demanda por viagens premium e corporativas, além de medidas relacionadas às tarifas para reduzir os efeitos da volatilidade dos preços dos combustíveis.

A companhia também afirmou acreditar que poderá alcançar uma classificação de grau de investimento (investment grade) no médio prazo, como reflexo do fortalecimento de sua posição financeira.

Rousseau ainda ressaltou a continuidade da estratégia da empresa após a transição de liderança, com Anko van der Werff anunciado como seu sucessor.

Principais números do trimestre

  • Receita operacional: US$ 6,266 bilhões
  • Despesas operacionais: US$ 6,481 bilhões
  • Prejuízo operacional: US$ 215 milhões
  • LAJIDA ajustado: US$ 719 milhões
  • Prejuízo antes dos impostos: US$ 316 milhões
  • Lucro ajustado antes dos impostos: US$ 77 milhões
  • Prejuízo líquido: US$ 178 milhões
  • Lucro líquido ajustado: US$ 114 milhões
  • Fluxo de caixa operacional: US$ 651 milhões
  • Fluxo de caixa livre: US$ 174 milhões
  • Recompra de ações: US$ 125 milhões
  • CASM ajustado: 15,47 centavos
  • Índice de alavancagem: 1,7