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Com previsão de abertura em 2035, novo terminal em Alcochete substituirá o Aeroporto Humberto Delgado e integra o maior plano de expansão da infraestrutura aeroportuária de Portugal (Divulgação/ANA Aeroportos de Portugal)

O novo Aeroporto Luís de Camões, que substituirá o atual Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, deverá entrar em operação em 2035. O projeto, apresentado pela ANA | VINCI Airports ao governo português, prevê investimentos entre 7,9 bilhões e 8,9 bilhões de euros, em valores de 2024, e terá capacidade inicial para receber 56 milhões de passageiros por ano.

O relatório técnico foi entregue ao governo em 16 de julho e apresentado publicamente nesta quarta-feira (22), em Lisboa. A expectativa é que as obras durem cerca de seis anos, após a conclusão das etapas de licenciamento ambiental e definição do modelo de financiamento.

Segundo o presidente do conselho de administração da ANA, José Luís Arnaut, a entrega do relatório representa mais uma fase concluída dentro do cronograma. O Estudo de Impacte Ambiental deverá ser apresentado até 31 de julho, enquanto o relatório financeiro está previsto para janeiro de 2027.

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Aeroporto terá duas pistas e ligação ferroviária ao centro de Lisboa

Novo Aeroporto Luís de Camões custará até 9 bilhões de euros e deve entrar em operação em 2035
A apresentação do projeto marca uma nova etapa do cronograma do aeroporto, enquanto Portugal amplia os investimentos em sua infraestrutura aeroportuária para atender ao crescimento da demanda (Divulgação/ANA Aeroportos de Portugal)

O novo terminal será construído em Alcochete e contará com duas pistas, aproximadamente 500 mil metros quadrados de área, 64 portões de embarque e 72 pontes de embarque. O projeto também prevê tecnologias voltadas à eficiência energética, com o objetivo de tornar o edifício Net Zero.

Na área de mobilidade, o aeroporto será conectado ao centro de Lisboa por uma linha ferroviária de alta velocidade, com tempo estimado de viagem de cerca de 20 minutos. A infraestrutura ferroviária deverá entrar em funcionamento em 2034 e incluirá uma estação com quatro linhas e três plataformas, com capacidade estimada para atender 20 milhões de passageiros por ano.

Também estão previstos mais de 250 quilômetros de novas rodovias e cerca de 50 quilômetros de requalificação da malha viária existente para atender ao novo complexo aeroportuário.

Até a inauguração do aeroporto, a estratégia prevê ampliar gradualmente a capacidade do Aeroporto Humberto Delgado. O número de movimentos por hora passará dos atuais 38 para 40 em 2029 e para 42 em 2031. O plano inclui ainda a ampliação do Terminal 1, a expansão do Terminal 2, novas posições para aeronaves e melhorias nas áreas de controle de fronteiras.

Após a transferência das operações para Alcochete, o Aeroporto Humberto Delgado será desativado. O local deverá receber uma nova torre de controle e será transformado em um Museu Aeroportuário.

Durante a apresentação, o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, classificou o empreendimento como um projeto estratégico para atender à demanda da aviação na região de Lisboa. Já o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a iniciativa faz parte do maior ciclo de investimentos aeroportuários da história do país e destacou que o Aeroporto Humberto Delgado passou de cerca de 12 milhões de passageiros em 2021 para aproximadamente 36 milhões atualmente.

Além do novo aeroporto, a ANA | VINCI Airports informou que segue com investimentos na modernização da rede aeroportuária portuguesa, incluindo obras no Porto, Faro, Açores e Madeira.

Com informações de Diário Imobiliário