
Os familiares das vítimas da queda do voo 2283 da Voepass participaram, nesta terça-feira (30), de uma reunião com a Polícia Federal (PF), em Campinas (SP), para conhecer os principais resultados do laudo pericial sobre o acidente aéreo ocorrido em agosto de 2024. Durante o encontro, a PF optou por não reproduzir o áudio da caixa-preta da aeronave, apresentando apenas a transcrição dos diálogos registrados nos minutos que antecederam a queda.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a decisão teve como objetivo preservar os familiares das vítimas. As conversas entre piloto e copiloto podem ajudar a esclarecer dúvidas sobre o funcionamento e o acionamento do sistema de degelo da aeronave, uma das principais linhas de investigação do acidente.
O laudo pericial, com cerca de 200 páginas, ainda será anexado ao inquérito policial após sua apresentação oficial às famílias. O documento deverá servir de base para a conclusão das investigações e para a definição de eventuais responsabilidades criminais.
De acordo com o advogado da associação de familiares das vítimas, Luciano Katarinhuk, o relatório final da investigação deverá ser concluído nos próximos 30 dias. Segundo ele, as provas reunidas indicam que o avião não deveria estar em operação e podem resultar em indiciamentos de pessoas envolvidas na autorização e manutenção da aeronave.
Durante a reunião, a presidente da associação de familiares, Fátima Albuquerque, mãe de uma das passageiras, afirmou que a tragédia foi resultado de uma sucessão de falhas e defendeu a responsabilização dos envolvidos para evitar novos acidentes.
Relembre o acidente da Voepass
O voo 2283 da Voepass decolou de Cascavel (PR) com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) em 9 de agosto de 2024. Poucos minutos antes do pouso, a aeronave perdeu altitude de forma repentina e caiu em um condomínio residencial na cidade de Vinhedo (SP).
O acidente provocou a morte de 62 pessoas, 58 passageiros e quatro tripulantes, e tornou-se um dos mais graves da aviação brasileira. Apesar da queda em área habitada, não houve vítimas em solo.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e das autoridades aeronáuticas, que apuram as causas do acidente e possíveis responsabilidades pela tragédia.







