
O avanço dos programas de incentivo no Brasil pode representar uma oportunidade para agências de viagem ampliarem receita e engajamento comercial. Dados do Relatório de Tendências de Incentivos 2026, divulgado pela Cashin, mostram que o volume de prêmios distribuídos no país saltou de R$ 150 milhões em 2024 para R$ 250 milhões em 2025, alta de 66,7%.
O estudo analisou informações de 280 empresas e cerca de 250 mil profissionais premiados nos últimos três anos. Em média, cada companhia realiza dez campanhas de incentivo por ano, sinalizando que a prática deixou de ser pontual e passou a integrar a estratégia de negócios.
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Embora a indústria concentre 44% do total de incentivos, o setor de serviços (categoria que inclui atividades ligadas ao turismo) passou a aparecer com mais relevância, respondendo por 7% do volume. O dado sugere espaço para que empresas do setor ampliem o uso da ferramenta para estimular desempenho, lançamento de produtos e metas sazonais.
Para agências de viagem, o modelo pode ser aplicado tanto internamente, na motivação de equipes de vendas, quanto externamente, em parcerias com operadoras, companhias aéreas e redes hoteleiras.
Segundo Nani Gordon, vice-presidente e cofundadora da Cashin, profissionais premiados de forma recorrente recebem, em média, 13 vezes mais do que aqueles contemplados apenas uma vez. O indicador reforça a relação entre incentivo contínuo e desempenho, uma dinâmica que pode ser explorada também no mercado de turismo, marcado por metas agressivas e forte concorrência.
Em 2025, os dez segmentos que mais premiaram se concentraram nos setores de Comércio, Indústria e Serviços:
- 34% Distribuidoras e Atacadistas
- 15% Indústria Farmacêutica
- 10% Indústria Alimentícia
- 9% Indústria da Construção
- 7% Indústria (Outras)
- 3% Indústria Automotiva
- 3% Serviços de Tecnologia
- 3% Varejo
- 2% Serviços Financeiros
- 2% Serviços Educacionais
Gestão contínua dos programas de incentivos
Os programas seguem uma lógica de gestão contínua. “Os incentivos acompanham ciclos de planejamento, execução e fechamento. São usados como instrumento alinhado a metas trimestrais, momentos de virada e necessidades específicas de aceleração”, afirmou.
Entre os formatos mais adotados pelas empresas estão:
- cupons (80%)
- pagamento de boletos (75%)
- transferências bancárias (70%)
- cartão virtual (65%)
- QR Code (60%)
- cartão físico da plataforma (35%)
- marketplaces de marcas parceiras (30%)
A preferência dos premiados, porém, é mais concentrada. Mais de 94% dos resgates ocorrem por meios financeiros, com destaque para a transferência bancária, responsável por quase 70% do volume total. O dado indica que, apesar da diversidade de formatos oferecidos, a recompensa em dinheiro continua sendo a mais valorizada pelos participantes dos programas.







