
Durante anos, a forma mais comum de descobrir um destino era digitar no Google: “praias no nordeste”, “roteiro de 5 dias na Itália”, “melhor época para ir à Patagônia”.
Sites otimizados para essas buscas com palavras-chave disputavam espaço para aparecer nos primeiros lugares. Mas isso está mudando — e rápido.
Com a chegada das Large Language Models (LLMs), como o ChatGPT, Claude, Gemini e outras, os viajantes estão mudando o jeito de pesquisar. Em vez de digitar uma frase curta e genérica, agora fazem perguntas completas, conversacionais, com contexto e intenção real:
“Quero fazer uma viagem com crianças pequenas em outubro. Qual destino no Brasil tem clima agradável, boa estrutura e atividades culturais leves?”
Essa mudança cria um novo desafio — e uma nova oportunidade — para o setor de turismo: sair da lógica de SEO (Search Engine Optimization) e entrar na era do GEO (Generative Engine Optimization). O GEO é a estratégia de otimização para motores de resposta baseados em IA. Ou seja, como fazer com que os seus produtos, destinos, serviços e conteúdos sejam recomendados por assistentes de IA quando o viajante faz uma pergunta.
No futuro próximo, cada vez mais buscas deixarão de acontecer em mecanismos tradicionais, e passarão a acontecer em assistentes de IA — seja por voz, texto ou aplicativos embarcados em smartphones, carros, dispositivos de viagem.
O turista não vai mais procurar. Ele vai perguntar. E a IA vai responder com sugestões personalizadas. Para agentes, operadoras, armadoras, redes hoteleiras e destinos turísticos, isso significa repensar como se apresentar para o mundo digital.
O conteúdo precisa ser estruturado de forma conversacional, contextual, rico em detalhes úteis — e precisa estar acessível para os sistemas que alimentam as LLMs com dados confiáveis.
Além disso, começa a surgir um novo tipo de presença digital: “ser citado pela IA.” Quando um chatbot recomenda um hotel, um pacote ou um destino específico, ele está fazendo marketing — só que de uma forma que não depende de um clique, e sim de uma conversa.
O futuro da busca será diálogo, não digitação. E os profissionais e empresas do turismo que entenderem isso antes vão sair na frente — não só nas recomendações, mas na mente do viajante.O jogo mudou. E agora, mais do que ser encontrado, é preciso ser relevante na conversa.







