Avenida Paulista faz 134 anos e vira palco de troca cultural inédita no domingo
Programação gratuita ocupa a Paulista com oficinas, histórias e experiências artísticas (Priscila Vilarino/SpTuris)

A Avenida Paulista completa 134 anos neste domingo (7) e transforma seu trajeto em um grande circuito cultural gratuito, das 10h às 17h. Em uma ação inédita, sete instituições da via — MASP, Sesc, Casa das Rosas, IMS, Itaú Cultural, Japan House e Centro Cultural Fiesp — “trocam de endereço” por um dia, levando suas atividades para espaços vizinhos. A proposta, segundo os organizadores, é abrir novos caminhos para o público e “misturar linguagens, olhares e gente”.

Durante a celebração, quem passa pela Paulista encontra contações de histórias, oficinas de artes visuais, experiências sonoras e práticas coletivas que ocupam diferentes pontos da avenida. No Vão Livre do MASP, por exemplo, a Casa das Rosas apresenta a contação “O poder sobrenatural de contar histórias”, conduzida por Thiago de Souza. Já no IMS, o Centro Cultural Fiesp realiza a oficina “Colorindo a luz”, que convida o público a desenhar com giz sobre fotografia.

O Sesc recebe o MASP em uma atividade que une desenho e música, conduzida por Catatau e YMA, enquanto o Itaú Cultural abre espaço para o IMS com a oficina “Máscaras não convencionais”, voltada a participantes a partir de 8 anos. A Japan House leva sua programação para a Casa das Rosas com a oficina “Poesia com pincéis japoneses”, disponível em dois horários e com acessibilidade em Libras. Em contrapartida, o Sesc ocupa a Japan House com a proposta de criar cartões postais em aquarela, com inscrição via plataforma digital.

A iniciativa reforça a vocação da Paulista como território democrático e, sobretudo, vivo. Ao longo de mais de um século, a avenida se reinventou inúmeras vezes — das mansões da elite cafeeira do fim do século 19 aos arranha-céus que hoje abrigam bancos, consulados e centros culturais. Criada em 1891 por Joaquim Eugênio de Lima, a via deixou de ser o endereço da elite para se tornar o espaço onde São Paulo se reconhece: nas manifestações, nos domingos abertos aos pedestres, nos encontros improvisados, na cultura que pulsa.

“É uma avenida que nunca para de mudar”, dizem os organizadores. E, aos 134 anos, a Paulista celebra justamente isso: seu movimento contínuo, plural e acessível.