
O Paraná confirmou dois casos de hantavírus, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que também investiga outros 11 registros suspeitos no estado. Os pacientes são moradores de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. De acordo com o órgão, a doença está sob controle e segue sob monitoramento contínuo da rede pública.
A confirmação envolve dois pacientes residentes nos municípios citados, acompanhados pelas respectivas vigilâncias locais. A Sesa informou que 21 casos já foram descartados e que o monitoramento permanece ativo em todo o estado.
A infectologista Gabriela Gehring afirmou que nem todos os pacientes desenvolvem formas graves da doença. “Assim como outros vírus, nem todos os casos evoluem para formas graves. Algumas pessoas apresentam sintomas inespecíficos, enquanto outras podem desenvolver insuficiência respiratória”, disse.
O registro em Pérola d’Oeste ocorre em área próxima à fronteira com a Argentina, país que enfrenta aumento de infecções. Segundo autoridades argentinas, foram confirmados 101 casos desde junho de 2025, quase o dobro do mesmo período anterior. Já em Ponta Grossa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a infecção ocorreu fora do município, sem detalhar o local. As duas cidades descartaram relação com casos registrados em um cruzeiro internacional.
Hantavírus: transmissão, sintomas e monitoramento

O hantavírus é uma zoonose transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.
Na fase inicial, os sintomas se assemelham aos de uma gripe forte, podendo evoluir, em quadros mais graves, para comprometimento respiratório. Não há tratamento específico para a doença, sendo indicado suporte médico e acompanhamento hospitalar.
A orientação das autoridades de saúde é buscar atendimento imediato ao surgimento de sintomas, sobretudo após exposição a locais com possível presença de roedores. Como medida preventiva, a Sesa recomenda limpeza úmida em galpões, silos e paióis, evitando a suspensão de partículas contaminadas no ar.
*Com informações do G1.







