
O Paraná recebeu 456.129 turistas estrangeiros entre janeiro e abril de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (19) pela Embratur em conjunto com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal. O volume representa cerca de 10% das mais de 4,3 milhões de chegadas internacionais registradas no país no período, com destaque para abril, quando o estado recebeu mais de 60,5 mil visitantes.
O desempenho mantém o estado como o quinto principal portão de entrada de turistas internacionais no Brasil em 2026, atrás de Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Segundo o Viaje Paraná, vinculado à Secretaria do Turismo, o fluxo está associado à proximidade com países vizinhos e à estrutura de acesso terrestre.
“Quando falamos da importância do turismo internacional ao Paraná, estamos falando de mais moeda estrangeira movimentando a economia e aquecendo os negócios, mais empregos para atender os viajantes e mais destaque ao Estado enquanto destino”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do órgão.
Origem dos turistas no Paraná

Os países da América do Sul concentram a maior parte dos visitantes. O Paraguai responde por 204 mil turistas, equivalente a 44% do total, seguido pela Argentina com mais de 134 mil, ou 29%.
Entre mercados de longa distância, destacam-se Estados Unidos com 13,6 mil visitantes, Chile com 10 mil e Reino Unido com 7,9 mil, além de Alemanha, Espanha, Peru, Coreia do Sul e França, todos com volumes entre 5 mil e 6,5 mil turistas.
A principal porta de entrada foi a via terrestre, responsável por mais de 442 mil registros no quadrimestre, o que coloca o estado como o segundo maior receptor por esse modal no país, atrás apenas do Rio Grande do Sul. As chegadas aéreas somaram 13,6 mil no mesmo período.
Impacto econômico e projeções

Com base no ticket médio de gastos de turistas internacionais no Brasil em 2025, a estimativa do Viaje Paraná aponta que visitantes sul-americanos já injetaram cerca de US$ 130 milhões na economia estadual apenas nos quatro primeiros meses de 2026. Em comparação, o fluxo de 2025 gerou mais de US$ 320 milhões ao longo do ano.
Os cálculos consideram padrões médios de consumo por visitante, incluindo despesas com hospedagem, alimentação, transporte e serviços turísticos, com predominância de viagens de curta duração e alta rotatividade, típicas de fluxos regionais.







