
Para muitos viajantes, o café da manhã de hotel é um dos pontos altos da hospedagem. Mesas repletas de pães, bolos, frutas, frios e sucos variados criam a sensação de fartura e liberdade de escolha. No entanto, essa tradição, presente em hotéis do mundo todo, vem sendo alvo de debate devido ao impacto ambiental do desperdício que gera.
De acordo com o Índice de Desperdício de Alimentos 2024, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o planeta desperdiçou mais de 1 bilhão de toneladas de alimentos apenas em 2022. Desse total, 28% vieram de serviços de alimentação, segmento que inclui restaurantes, refeitórios e hotéis. Os buffets de café da manhã aparecem entre os principais responsáveis por esse volume.
O problema não se limita à comida que sobra nas bandejas. O relatório destaca que junto com cada alimento descartado estão embutidos o uso de água, energia, tempo de produção e a geração de resíduos, o que aumenta a pegada ambiental desse modelo de serviço.
Diante desse cenário, hotéis em diferentes partes do mundo começaram a adotar alternativas para reduzir o desperdício. Algumas iniciativas incluem servir porções menores, oferecer itens individuais ou finalizar pratos apenas na hora de servir, garantindo frescor e diminuindo sobras. Outras redes utilizam placas de conscientização para os hóspedes ou firmam parcerias com aplicativos e instituições que reaproveitam alimentos não consumidos, seja para doação ou venda com desconto.
Apesar das críticas, especialistas afirmam que o fim completo dos buffets não é a única saída. A tendência, segundo o setor, é a adoção de modelos mais sustentáveis de serviço, que conciliem a experiência gastronômica com a responsabilidade ambiental.
Enquanto isso, o debate segue em aberto: será que a fartura do café da manhã de hotel, tão valorizada por hóspedes, conseguirá se reinventar sem perder sua essência?







