Grupo Tour House amplia avaliação ESG de fornecedores e passa a exigir evidências
Tour House cria avaliação ESG com 45 perguntas e exige documentos dos fornecedores

O Grupo Tour House realiza, pelo segundo ano consecutivo, a avaliação ESG de seus fornecedores. Em 2026, o levantamento passou por mudanças e ampliou de 15 para 45 o número de perguntas. O questionário também passou a exigir evidências para comprovar as respostas apresentadas pelas empresas.

As questões estão divididas igualmente entre os três pilares ESG: ambiental, social e governança. Ao final de cada bloco, os fornecedores precisam apresentar documentos ou outros registros que sustentem as informações declaradas.

“Em comparação com o primeiro questionário feito em 2025, a nossa metodologia de avaliação está mais eficiente e assertiva. Enquanto no primeiro os fornecedores apresentavam evidências de forma pontual dentro de cada pergunta, agora eles são orientados a apresentar essas comprovações por tema”, explica Fernando Sampaio, diretor de operações da Tour House.

Segundo o executivo, a comprovação passou a fazer parte da composição da nota. Quando uma empresa responde “sim” a todas as perguntas de um dos pilares e apresenta evidências para sustentar as respostas, pode alcançar a pontuação máxima naquela categoria. Sem a documentação, a pontuação fica limitada a 50%.

“Ou seja, a autodeclaração sozinha não basta mais. A comprovação documental passou a ser parte formal da pontuação”, complementa Fernando.

O que é avaliado

No pilar ambiental, o questionário aborda temas como gestão de emissões de gases de efeito estufa, adaptação climática, eficiência energética, biodiversidade, gestão de resíduos, economia circular e conformidade ambiental.

Na dimensão social, os fornecedores respondem a questões relacionadas a direitos humanos, diversidade e inclusão, saúde e segurança ocupacional, remuneração e relacionamento com clientes e fornecedores.

Já o bloco de governança reúne perguntas sobre estrutura de gestão, compliance, protocolos anticorrupção, gestão de riscos, auditorias, segurança da informação, LGPD, prestação de contas e canais de denúncias.

“O novo questionário não só nos auxilia a termos respostas mais eficientes e transparentes, mas também fomenta o incentivo aos nossos fornecedores a apresentarem ações mais concretas que estejam alinhadas com os princípios ESG”, finaliza Fernando.