
A terceira edição do Relatório ESG do Grupo Royal Palm Hotels & Resorts evidencia um movimento de amadurecimento na agenda de sustentabilidade da rede, com resultados mais concretos e mensuráveis. O documento reúne dados do ano fiscal de 2025 e aponta avanços consistentes na gestão de resíduos, na redução das emissões de carbono e na transição energética das operações.
Com seis empreendimentos localizados no interior paulista, a rede vem consolidando a sustentabilidade como parte da estratégia de negócios, deixando de tratar o tema apenas como diretriz institucional e passando a adotar métricas mais rigorosas de acompanhamento e impacto.
Gestão de resíduos se aproxima de aterro zero
Um dos principais destaques do Relatório ESG é a política de Aterro Zero. Em 2025, o grupo gerenciou mais de 2,1 mil toneladas de resíduos, destinando apenas 0,1% a aterros sanitários. A maior parte foi encaminhada para compostagem, seguida por reciclagem e coprocessamento, o que indica uma mudança estrutural na forma como os resíduos são tratados.
O resultado é fruto de um processo contínuo de reengenharia, que busca reduzir desperdícios e ampliar soluções circulares dentro da operação hoteleira.
Energia e redução de emissões ganham escala
Na frente climática, o grupo intensificou a substituição do gás natural por energia elétrica em sistemas de aquecimento. Após a implementação de bombas de calor para piscinas, a iniciativa avançou para os chuveiros de unidades como o Royal Palm Tower Anhanguera e o Hotel Contemporâneo.
A expectativa é de uma redução anual de cerca de 250 toneladas de CO₂, reforçando o compromisso com a descarbonização das operações.
Outro passo relevante foi a migração completa para o Mercado Livre de Energia. Em 2025, o Royal Palm Tower Indaiatuba se tornou a última unidade a aderir ao modelo, permitindo maior acesso a fontes renováveis e mais controle sobre a matriz energética da rede.
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ESG mais mensurável e estratégico

Para a diretora executiva da área de Gestão de Imóveis do Grupo Arcel e integrante do comitê de ESG da rede, Camila Dias, o avanço do ESG no Brasil passa por uma mudança de abordagem. Segundo ela, o foco deixa de ser apenas compromisso e passa a incluir métricas, auditorias e comprovação de resultados.
Nos últimos dois anos, a rede concentrou esforços na estruturação de políticas e processos auditáveis, além da revisão de iniciativas sociais e do fortalecimento da governança corporativa. A leitura interna é de que a sustentabilidade, quando integrada ao dia a dia da operação, contribui diretamente para a competitividade e a geração de valor no longo prazo.
Sustentabilidade como vetor de negócio
Os dados apresentados no relatório indicam que a agenda ESG deixou de ser paralela para se tornar parte central da estratégia do grupo. A combinação entre eficiência operacional, responsabilidade ambiental e governança aparece como caminho para sustentar crescimento em um setor cada vez mais pressionado por práticas sustentáveis.







