
SÃO PAULO – A Abav Expo 2026 foi oficialmente aberta nesta quarta-feira (30), em São Paulo, reunindo representantes do poder público, entidades do trade e lideranças da indústria de viagens. Com expectativa de receber mais de 40 mil participantes e reunir cerca de 2 mil marcas, segundo números apresentados durante a cerimônia, o evento começou com discussões sobre o momento do Turismo brasileiro, a continuidade das políticas públicas e a profissionalização dos destinos.
A cerimônia contou com a presença da presidente da Abav Nacional, Ana Carolina Medeiros, além de representantes dos governos federal, estadual e municipal. Entre eles estavam Tomé Franca, do Ministério de Portos e Aeroportos; Ana Maria Figueiredo, representando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; Augusto Rocha, secretário Nacional de Políticas de Turismo; e Gustavo Lopes, secretário municipal de Turismo, representando o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
Também participaram o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; o presidente da Embratur, Bruno Reis; o diretor-presidente da Anac, Antônio Matias Nogueira Moreira; a presidente do Fornatur, Marina Marinho; o presidente da Anseditur, Ítalo Mendes; o diretor da CNC, Alexandre Sampaio; e representantes de entidades nacionais e internacionais ligadas ao Turismo.
Abav Expo reúne diferentes elos do Turismo
Presidente do Fornatur, Marina Marinho destacou a dimensão da Abav Expo e a diversidade de segmentos reunidos no evento. Para ela, a feira funciona como uma fotografia da cadeia turística brasileira, ao colocar no mesmo ambiente destinos, agentes de viagens, operadoras, companhias aéreas, hotelaria, investidores e pequenos empreendedores.
“Quando falamos em turismo, estamos falando das grandes empresas, dos grandes investimentos e dos grandes projetos. Mas também estamos falando da pousada familiar, do pequeno restaurante, do artesão e da artesã, do guia de turismo que conta a história de um lugar”, afirmou.
Marina também defendeu maior integração entre governos, iniciativa privada e entidades do trade para ampliar a conectividade, qualificar destinos, estimular investimentos e garantir que o crescimento da atividade alcance os pequenos negócios.
“Turismo forte é aquele que movimenta grandes investimentos, mas que também faz a economia girar na ponta. É aquele que coloca o novo voo no aeroporto, mas que coloca mais clientes na mesa de um pequeno restaurante”, disse.
Continuidade das políticas públicas
O presidente da Anseditur, Ítalo Mendes, concentrou sua participação na necessidade de profissionalização da gestão pública e continuidade das políticas voltadas ao Turismo. Segundo ele, apesar do avanço registrado pela atividade, ainda há espaço para ampliar os resultados.
“O turismo no Brasil passa por um momento muito especial, de recordes de chegada de turistas internacionais, entrada de divisas, número de passageiros e voos nacionais. A iniciativa privada tem feito a sua parte. Essa feira é prova disso. Mas o turismo brasileiro pode mais, pode muito mais”, afirmou.
Outro desafio apontado pelo dirigente é ampliar a presença de agências de turismo receptivo nos municípios. Segundo Mendes, a ausência dessas empresas dificulta a entrada dos destinos nos canais profissionais de comercialização de viagens.
“Um destino sem agência de turismo receptiva está fadado sempre a viver do fluxo espontâneo regional e nunca está na cadeia profissionalizada de turismo”, destacou.
Alexandre Sampaio, diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), destacou a relação entre o crescimento da atividade turística e outros segmentos da economia.
“Como nós temos uma máxima dentro da CNC: comércio e turismo viajam juntos. O turismo movimenta o comércio, movimenta o serviço, e essa integração faz o desenvolvimento do turismo brasileiro e do país também como um todo”, afirmou.
O dirigente também defendeu maior atenção ao Turismo por parte das próximas administrações públicas, incluindo uma estrutura orçamentária adequada para o setor e maior profissionalização na formulação de políticas.
“O Brasil é rico no seu cenário, nos seus atrativos, mas precisa de uma política integrada de desenvolvimento nesse setor”, completou.
A abertura dá início à programação da Abav Expo 2026 em São Paulo, que reúne destinos, agências de viagens, operadoras, companhias aéreas, hotelaria, entidades e representantes do poder público em uma agenda de negócios, capacitações e debates sobre os rumos da indústria de viagens.







