Brasil DNA 2026 terá nove meses de ações após alta adesão do trade norte-americano aos destinos brasileiros
Gisele Abrahão, diretora da GVA e idealizadora do Brasil DNA (Arquivo/M&E)

Com o objetivo de fortalecer a presença do Brasil no mercado norte-americano, o projeto Brasil DNA, criado pela Global Vision Access (GVA) em parceria com a Embratur, vem consolidando-se como uma plataforma de promoção turística que combina ações digitais e presenciais para apresentar o país de forma estruturada e conectada emocionalmente. A iniciativa busca traduzir a diversidade brasileira por meio de quatro pilares — autenticidade, natureza, cultura e gastronomia — e já prepara uma nova edição para 2026, com duração ampliada e alcance global.

“A ideia do Brasil DNA é apresentar o Brasil ao mundo de forma profunda, estruturada e emocionalmente conectada. Mais do que uma ação de marketing, é um movimento que traduz a alma brasileira por meio de autenticidade, natureza, cultura e gastronomia”, afirmou Gisele Abrahão, fundadora e CEO da GVA.

Segundo ela, a autenticidade é o ponto de partida da estratégia. “Está presente no jeito caloroso do povo, nas relações humanas e na simplicidade das vivências locais. É o que dá vida aos outros pilares e garante que tudo o que mostramos venha carregado de verdade e identidade.”

O projeto opera com três frentes complementares: eventos online, voltados à capacitação do trade norte-americano; encontros presenciais, que fortalecem relações comerciais; e roadshows virtuais, que mantêm a presença do Brasil em mercados estratégicos. “Buscamos preparar o mercado e criar familiaridade com a oferta brasileira antes dos encontros comerciais, transformando conhecimento em negócio”, explicou Gisele.

Brasil DNA em números

Brasil DNA 2026 terá nove meses de ações após alta adesão do trade norte-americano aos destinos brasileiros
As ações presenciais reuniram mais de 40 agentes de turismo em Washington, D.C., e 60 profissionais em Nova York (Divulgação/Brasil DNA)

A edição de 2025 reuniu parceiros institucionais e comerciais como Embratur, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Visit Iguassu e Blumar. Mesmo com o calendário em andamento, os resultados chamam atenção: a plataforma Brasil DNA registrou 1.467 usuários ativos, 7.214 interações e 15 eventos digitais realizados, com participação de profissionais de 44 países. As ações presenciais reuniram mais de 40 agentes de turismo em Washington, D.C., e 60 profissionais em Nova York.

Em mídia e redes sociais, o alcance também cresceu: foram centenas de publicações internacionais, mais de 970 veículos citados e 91 mil impressões no Facebook e Instagram, consolidando o Brasil DNA como uma das principais iniciativas de promoção turística do país no exterior.

O próximo roadshow virtual, agendado para os dias 4, 5 e 6 de novembro, já conta com 985 pré-inscritos, enquanto a base de profissionais do trade engajados ultrapassa 2 mil pessoas em toda a cadeia norte-americana.

Futuro

 modelo híbrido mostrou-se eficaz e será mantido na nova edição (Divulgação/Brasil DNA)
O modelo híbrido mostrou-se eficaz e será mantido na nova edição (Divulgação/Brasil DNA)

Para 2026, a GVA planeja ampliar o ciclo de ações. “Em 2025, trabalhamos com um período de quatro meses, o que gerou bons resultados. Mas percebemos que uma ativação mais longa é essencial. Por isso, em 2026, iniciaremos em março e seguiremos até novembro, criando uma jornada contínua de nove meses”, disse Gisele. Segundo ela, o modelo híbrido mostrou-se eficaz e será mantido na nova edição, com expansão para novos mercados internacionais.

A executiva explica que o projeto vai além da promoção de destinos. “Trata-se de organizar e amplificar nossa diversidade de forma colaborativa, incluindo com protagonismo destinos, empresas e parceiros que compartilham a visão de um turismo mais integrado e sustentável.”

Ao avaliar o impacto no mercado norte-americano, Gisele aponta para mudanças estruturais. “Esperamos, a médio prazo, ver maior diversificação da oferta de produtos brasileiros e fortalecimento das relações comerciais. A longo prazo, queremos reposicionar o Brasil como destino top of mind para viajantes de alto valor, que buscam autenticidade e profundidade cultural.”

Segundo ela, o Brasil DNA também contribui para preparar empresas brasileiras para o mercado externo. “Ao combinar capacitação, visibilidade e suporte, abrimos portas para novas empresas, especialmente pequenas e médias, que antes tinham menos acesso a mercados internacionais.”

A motivação original da GVA ao criar o projeto, em parceria com a Embratur, foi construir uma presença constante e competitiva nos Estados Unidos e no Canadá. “Para sermos percebidos como um destino relevante, precisávamos de uma plataforma que unisse os atores da cadeia turística em torno de um mesmo propósito. A parceria com a Embratur tem sido fundamental para garantir uma presença mais forte e produtiva do Brasil no exterior”, afirmou.

Gisele reforçou ainda o caráter colaborativo da iniciativa. “O Brasil DNA é uma plataforma aberta e estratégica. Queremos que mais destinos, empresas e profissionais se unam a nós para mostrar, juntos, a potência e a diversidade do país de forma coordenada e sustentável.”