
SÃO PAULO – Durante sua participação na WTM Latin America 2026, a subsecretária de Turismo do Chile, María Paz Lagos Valdivieso, detalhou as estratégias do país para ampliar a relevância do setor turístico na economia e fortalecer sua posição como destino competitivo na América do Sul.
Segundo a subsecretária, o turismo já representa cerca de 3% do PIB chileno e é responsável por aproximadamente 700 mil empregos. “Acreditamos que é um grande dinamizador das economias locais”, afirmou. A meta, agora, é expandir esse impacto por meio de políticas que integrem conectividade aérea, diversificação de experiências e descentralização do fluxo de visitantes.
Um dos principais focos é reduzir a concentração em Santiago e estimular a distribuição do turismo pelas 16 regiões do país. “Queremos diversificar as regiões e as experiências dentro do Chile. O turismo está presente em todo o território, e isso é uma grande oportunidade de desenvolvimento”, destacou Valdivieso.
Rotas diretas e novos produtos no foco
Nesse contexto, a conectividade aérea aparece como elemento-chave. A subsecretária reforçou o desafio de ampliar rotas diretas entre regiões e países vizinhos, evitando a dependência exclusiva da capital como ponto de conexão. Além disso, o Chile avança na estruturação de aeroportos regionais, como Balmaceda, na Patagônia, que deve ganhar status internacional, e na consolidação de destinos do norte, como Antofagasta.
Outro eixo estratégico é a ampliação da oferta turística para além do inverno. Embora o país seja amplamente reconhecido pela temporada de neve, o objetivo é promover experiências durante todo o ano. Nesse movimento, ganham força segmentos como o turismo esportivo e de eventos, vistos como ferramentas para aumentar o tempo de permanência e reduzir a sazonalidade.
“Queremos mostrar que o Chile não é apenas um destino de inverno. Temos uma oferta de natureza e aventura reconhecida internacionalmente”, afirmou Valdivieso.
Brasil no foco da estratégia
O Brasil segue como mercado prioritário nessa estratégia. Atualmente, é o segundo maior emissor de turistas para o Chile, com cerca de 700 mil visitantes anuais. A expectativa é alcançar a marca de 1 milhão nos próximos anos. “O turista brasileiro é muito valorizado, porque consome experiências, gastronomia e vinhos, o que ativa fortemente as economias locais”, pontuou.
Além de atrair mais visitantes, o país também busca mudar a forma como é percebido pelo público internacional. A ideia é consolidar o Chile como destino de viagens frequentes, incluindo escapadas de curta duração. “Queremos que o Chile também seja visto como um destino de escapadas, não apenas de férias longas”, explicou.
Agenda internacional da Secretaria de Turismo
A presença na WTM Latin America 2026 marca a primeira agenda internacional de María Paz Lagos Valdivieso desde que assumiu o cargo, em março, e sinaliza a intenção do Chile de ampliar sua atuação junto aos principais mercados emissores da região, com destaque para o Brasil.
Nesse contexto, a subsecretária reforçou que o turismo vai além de seu impacto econômico. “Mais do que um destino turístico, queremos melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio do turismo”, afirmou.







