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Planejamento e marco regulatório dominaram o debate da Cocal 2026 sobre o setor de eventos (Beatriz do Vale/M&E)

FORTALEZA – A construção de políticas públicas permanentes, a necessidade de planejamento de longo prazo e o fortalecimento da indústria de eventos estiveram no centro das discussões do painel institucional “Legislações, projetos e políticas públicas que impactam os eventos”, realizado durante a programação da Cocal 2026.

Mediado pela presidente da ABEOC Brasil, Enid Câmara, o encontro reuniu o deputado federal Luiz Gastão, o deputado federal e ex-secretário do Turismo do Ceará, Eduardo Bismarck, e a gerente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Aline Lopes.

Cocal 2026 reforça necessidade de políticas permanentes

Na abertura do primeiro painel da Cocal nesta sexta-feira (3), Enid destacou a importância de aproximar lideranças brasileiras e latino-americanas para discutir estratégias capazes de impulsionar o turismo de eventos. Segundo ela, o momento também serviu para apresentar aos representantes internacionais os avanços do Brasil na construção de políticas voltadas ao segmento.

Representando a CNC, Aline Lopes apresentou o projeto Vai Turismo, criado durante a pandemia para reunir especialistas na elaboração de propostas para o setor. Ela explicou que a iniciativa mobilizou mais de 1.500 profissionais em mais de 300 encontros e resultou na criação de um painel nacional de inteligência competitiva, além de recomendações específicas para diferentes segmentos, incluindo o de eventos.

Segundo Aline, até 2022 o Brasil não possuía uma política pública estruturada exclusivamente para o turismo. O projeto passou a reunir entidades, governos e o setor produtivo para definir prioridades capazes de fortalecer a atividade em todo o país.

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Centro de Convenções no Ceará sedia Cocal 2026 (Beatriz do Vale/M&E)

Centro de Eventos impulsiona turismo de negócios no Ceará

Ainda durante o painel da Cocal, ao abordar o cenário cearense, Eduardo Bismarck destacou que o Centro de Eventos do Ceará foi decisivo para reduzir a sazonalidade do turismo e ampliar o calendário de eventos no Estado. Segundo ele, 2025 foi o melhor ano da história do equipamento, com 201 eventos realizados, mais de um milhão de visitantes e crescimento de 64,8% em relação a 2023.

O secretário também ressaltou que o Ceará vem ampliando sua conectividade aérea internacional, com novos voos para Lisboa, Madri, Montevidéu e Caiena, além de já operar ligações diretas para nove destinos internacionais. De acordo com Eduardo, o Estado deverá superar ainda em 2026 o recorde de turistas estrangeiros registrado no ano passado.

Entre os eventos que reforçam o posicionamento do Ceará como destino para o turismo de negócios estão a PEC Nordeste, o Sana, a Fenacce, a Bienal Internacional do Livro do Ceará e o Salão Nacional do Turismo, realizado pela primeira vez no Nordeste.

Marco regulatório segue entre as prioridades do setor

Luiz Gastão defendeu a criação de políticas permanentes para a indústria de eventos e destacou a importância do projeto de lei que institui o marco regulatório do setor. Segundo ele, a proposta prevê instrumentos de governança, linhas de crédito, financiamento e qualificação profissional, oferecendo maior previsibilidade para empresários e organizadores de eventos.

O deputado também lembrou que o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) foi essencial durante a pandemia, mas reforçou que a indústria ainda precisa de políticas estruturantes capazes de garantir desenvolvimento sustentável e segurança jurídica para enfrentar futuras crises.

*O M&E viaja com proteção GTA