Cocal
Enid Câmara, presidente da Abeoc Brasil (Beatriz do Vale/M&E)

FORTALEZA – O retorno da Cocal ao Brasil após 11 anos representa uma oportunidade para ampliar a presença do País no mercado internacional de eventos e fortalecer a articulação com destinos latino-americanos e europeus. A avaliação é da presidente da Abeoc Brasil, Enid Câmara, que destacou o congresso como uma plataforma estratégica para aproximar empresários, destinos e entidades do setor.

Segundo ela, o encontro contribui para ampliar a captação de eventos internacionais e estreitar a relação entre a Cocal, a Embratur e os destinos brasileiros.

“A Cocal é o maior congresso da América Latina e hoje também incorpora um capítulo na Europa. É uma porta estratégica para dialogar com empresários, destinos e convention bureaus desses países. Vamos construir muitas pontes para ampliar a realização de eventos internacionais no Brasil”, afirmou.

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Indústria de eventos cobra políticas públicas permanentes

Durante a entrevista para o Mercado & Eventos, Enid defendeu a criação de um marco regulatório específico para a indústria de eventos. Segundo ela, apesar da importância econômica do setor, ainda não existe uma política pública permanente voltada aos eventos corporativos.

A dirigente explicou que a Abeoc Brasil trabalha, junto ao deputado federal Luiz Gastão e outras entidades, na construção de um projeto de lei que estabeleça esse marco regulatório.

“O setor precisa de segurança jurídica. Durante a pandemia, ficamos completamente vulneráveis e praticamente todas as empresas foram afetadas. Muitos empresários ainda estão pagando as contas daquele período. Precisamos de políticas públicas permanentes para que isso não volte a acontecer.”

Enid destacou ainda que o setor é um dos que mais gera empregos de forma rápida, mas ainda carece de instrumentos estruturantes que garantam crescimento sustentável.

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Inteligência artificial deve ampliar produtividade

Ao comentar o avanço da inteligência artificial na indústria de eventos, Enid afirmou que enxerga a tecnologia como uma aliada da produtividade, e não como uma ameaça ao mercado de trabalho.

“A inteligência artificial é um caminho sem volta. Eu vejo essa ferramenta como uma oportunidade de dar mais agilidade às equipes, otimizar pesquisas e permitir que as pessoas utilizem esse tempo para produzir ainda mais”, finalizou.

*O M&E viaja com proteção GTA