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Relatório aponta avanço no interesse por viagens, com diferenças entre países e cidades-sede durante a Copa (Divulgação)

A Copa do Mundo FIFA 2026 já começa a impactar o turismo global antes mesmo de a bola rolar. Um novo estudo das empresas The Data Appeal Company e Mabrian, em parceria com a PredictHQ, revela que o interesse internacional por viagens para os três países-sede cresce de forma consistente, mas ainda desigual entre destinos.

O relatório “FIFA World Cup 2026: Mapping Demand, Spend and Experience” combina dados de buscas por voos, conectividade aérea, preços de hotéis e projeções de gastos ligados ao evento. A análise considera os três países anfitriões e suas 16 cidades-sede, com foco também em partidas específicas e dinâmicas de preços.

Demanda cresce, mas em ritmos diferentes

O levantamento mostra que a intenção de viagens internacionais está em alta nos três países, com destaque para o México, que apresenta crescimento mais estável ao longo de 2026. Já os Estados Unidos registram aceleração mais forte no primeiro trimestre, enquanto o Canadá avança de forma mais gradual.

Entre as cidades, Boston, Cidade do México e Vancouver lideram o aumento da demanda, enquanto Nova York mantém seu papel como principal polo global.

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Conectividade e viagens domésticas ganham protagonismo

Outro fator decisivo será a mobilidade interna. Nos Estados Unidos, a intenção de viagens domésticas para cidades-sede cresceu significativamente, reforçando o peso do público local na Copa.

A conectividade aérea também aparece como diferencial competitivo. Os Estados Unidos possuem voos diretos para 40 das 48 seleções participantes, superando Canadá e México e se consolidando como principal porta de entrada internacional. Mercados europeus como Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Países Baixos lideram a demanda de longa distância.

Segundo Maria Pradissitto, gerente de mercado para a América do Norte da Data Appeal, o novo formato do torneio deve distribuir melhor os fluxos entre diferentes cidades e países, criando picos simultâneos de demanda e oportunidades variadas.

Gastos bilionários e pressão sobre preços

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(Divulgação/About Data Appeal)

A previsão é que a Copa do Mundo movimente cerca de US$ 4,3 bilhões em gastos turísticos, com mais de 80% concentrados em hospedagem, seguido por alimentação.

Os preços de hotéis já refletem esse cenário. Entre os destaques estão a final em Nova York/Nova Jersey, com diárias entre US$ 414 e US$ 1.024, e a partida de abertura na Cidade do México, que pode registrar alta de até 48,9% nos valores.

Apesar do aumento na demanda, especialistas alertam que o sucesso das cidades-sede não dependerá apenas da visibilidade, mas da capacidade de entregar uma experiência consistente durante o evento.

Aspectos como transporte, organização e qualidade do serviço devem ser colocados à prova nos momentos de maior fluxo. Destinos que conseguirem manter padrões elevados e responder rapidamente a problemas terão vantagem, transformando o interesse imediato em reputação duradoura e novas visitas no futuro.