
SÃO PAULO – Com 38 anos de atuação no mercado de seguro-viagem, a Coris registra crescimento acima das expectativas em 2026, amplia sua carteira de clientes e aposta na qualidade do atendimento a agências e passageiros para manter a expansão em 2027. Durante a Abav, em setembro, a empresa destaca a importância do relacionamento com os agentes de viagem, responsáveis por 70% de suas vendas, e reforça os investimentos no suporte aos viajantes no Brasil e no exterior.
Segundo Claudia Brito, diretora da Coris, a participação na feira acompanha a trajetória da companhia e está diretamente relacionada ao perfil de distribuição dos serviços. “Estar em eventos que os agentes realmente frequentam e têm como referência é muito importante. Por isso, todos os anos estamos aqui, junto da Abav”, explica.
A presença recorrente no evento também permite à empresa manter contato com o mercado e acompanhar as demandas dos profissionais que comercializam seus produtos. A relação com as agências permanece como um dos pilares da operação, especialmente em um segmento no qual a confiança e a qualidade do serviço influenciam a escolha do fornecedor.
Coris registra crescimento acima das expectativas em 2026
O desempenho comercial de 2026 está entre os principais pontos destacados pela empresa, que revela que os resultados registrados até setembro superam as projeções estabelecidas no planejamento anual. Parte desse desempenho está relacionada à conquista de novos clientes e à expansão dos negócios com empresas que já integravam a carteira da Coris. A combinação entre a entrada de novos parceiros e o aumento da demanda dos clientes existentes contribui para o avanço da operação.
A diretora ressalta que a evolução dos negócios ocorre em diferentes frentes, sem depender exclusivamente da prospecção de novas contas. O crescimento da base atual também representa uma parcela importante dos resultados alcançados em 2026. “Temos grandes novos clientes e também clientes que já faziam parte da nossa carteira e que cresceram. Isso acaba levando a gente a esse crescimento”, acrescenta.
Atendimento ao passageiro está entre as prioridades para 2027
Para 2027, a Coris trabalha com a expectativa de continuar crescendo, conquistar novos clientes e ampliar o reconhecimento da marca no mercado. A empresa pretende manter o foco na qualidade dos serviços e reforçar a percepção de solidez construída ao longo de quase quatro décadas de atuação.
A estratégia envolve tanto o relacionamento comercial com as agências quanto o atendimento direto aos passageiros. De acordo com a diretora, a qualidade do serviço é um dos elementos que compõem a identidade da companhia e orienta os esforços de desenvolvimento da operação. “A expectativa é sempre de crescimento. Além de conquistar novos clientes, queremos mostrar ainda mais a solidez da marca, porque somos muito pautados pela qualidade do atendimento. Assim como oferecemos qualidade para a agência cliente, também temos um foco na qualidade do atendimento ao passageiro. Esse é o DNA da Coris”, declara.
Entre as prioridades está o aprimoramento do suporte oferecido aos viajantes que precisam de assistência durante uma viagem, especialmente em situações que exigem atendimento no exterior. A companhia também considera o mercado brasileiro em seus planos de melhoria.
A proposta é fortalecer a experiência do passageiro em momentos de necessidade, mantendo a estrutura de atendimento alinhada às demandas dos clientes e das agências parceiras. “Falar de Coris é falar de segurança e qualidade. É mostrar que você está em uma empresa com 38 anos de mercado, que tem solidez. Hoje, nossos esforços estão muito mais focados em melhorar o atendimento ao passageiro em caso de necessidade no exterior. E no Brasil, claro”, pontua.
Passageiros entre 35 e 50 anos concentram demanda por assistência
O perfil dos passageiros que procuram os serviços da Coris também aparece entre os dados compartilhados pela diretora. Segundo ela, a faixa etária entre 35 e 50 anos concentra o maior volume de pessoas que buscam atendimento relacionado a despesas médicas e hospitalares.
O dado chama a atenção porque, conforme a executiva, parte desse público costuma considerar que não precisa contratar um seguro-viagem. Apesar dessa percepção, são justamente os viajantes dessa faixa etária que representam a maior parcela da procura por assistência. “ As pessoas que mais procuram atendimento estão entre 35 e 50 anos. Esse é o perfil que mais busca assistência para despesas médicas e hospitalares. Normalmente, é uma faixa etária que acha que não precisa de seguro-viagem, mas é justamente onde temos o maior número de atendimentos”, observa.
A informação reforça a importância da orientação durante a comercialização dos serviços. Para a Coris, o trabalho conjunto com as agências de viagem representa um canal relevante para apresentar aos passageiros as possibilidades de assistência e os serviços disponíveis.
Nesse contexto, o relacionamento com os agentes também se conecta à estratégia de aprimoramento do atendimento. Além de ampliar a presença comercial, a empresa busca fortalecer a comunicação sobre a importância da proteção durante as viagens.
Da multinacional francesa à aquisição da operação brasileira
A trajetória da diretora na Coris acompanha parte das mudanças vividas pela companhia no Brasil. Ela ingressou na empresa há 12 anos, inicialmente como gerente do Rio de Janeiro. Posteriormente, assumiu as funções de gerente regional e gerente nacional, até chegar à diretoria, em 2018. A promoção também marcou uma mudança de cidade. Naquele ano, a executiva se transferiu para São Paulo, onde permaneceu por oito anos. Durante esse período, a empresa passou por uma transformação importante, especialmente com a chegada da pandemia de Covid-19.
Na época, a Coris fazia parte de uma multinacional francesa que decidiu vender a operação brasileira. Diante da decisão, os diretores que estavam à frente da empresa optaram por adquirir o negócio, assumindo a operação em um momento de incerteza para o turismo mundial. “Entrei na empresa há 12 anos como gerente do Rio de Janeiro. Depois, passei a gerente regional, gerente nacional e, em 2018, cheguei à diretoria e me mudei para São Paulo. Fiquei oito anos diretamente em São Paulo”, relata.
A aquisição ocorreu em 2020, no início da pandemia, quando as restrições de circulação e a suspensão de viagens afetavam diretamente o setor turístico. Mesmo diante do cenário, os executivos decidiram apostar na continuidade da operação brasileira. “Durante a pandemia, a empresa, que era uma multinacional francesa, decidiu vender a operação no Brasil. Os diretores que estavam na época, incluindo eu, decidiram comprar a empresa. Foi uma loucura no início da pandemia, em 2020, mas abraçamos a ideia porque acreditávamos muito no turismo”, conta.
A decisão foi motivada pela confiança no potencial de recuperação do setor e pela experiência acumulada pelos profissionais ao longo dos anos. Para a diretora, a aposta no turismo foi determinante para enfrentar aquele período e dar continuidade ao negócio. “Eu sempre dizia que acreditava no turismo. Vivo o turismo há muitos anos e acredito nele. E estamos aqui até hoje”, conclui.







