Embratur mira novos mercados e destaca avanço da conectividade aérea com o Brasil

SÃO PAULO – A ampliação da conectividade aérea e a diversificação dos mercados emissores estão entre as frentes da estratégia da Embratur para aumentar a chegada de turistas estrangeiros ao Brasil. Durante a Abav Expo 2026, o presidente da agência, Bruno Reis, destacou o avanço das conexões internacionais e citou mercados como Argentina, China, México, Canadá, Portugal e Índia entre as prioridades da promoção turística brasileira.

Um dos exemplos apresentados pelo executivo é a expansão da conectividade com a Argentina. Segundo Reis, atualmente sete cidades argentinas estão conectadas a 15 cidades brasileiras, movimento que amplia as possibilidades de distribuição dos visitantes pelo território nacional. “Temos um recorde de sete cidades argentinas ligando, pela primeira vez, 15 cidades brasileiras. Isso também fala do ticket que a gente quer e do público argentino, por exemplo”, afirmou.

A conectividade aparece como um dos componentes da estratégia de diversificação dos mercados emissores. De acordo com Reis, o crescimento da demanda em diferentes países precisa ser acompanhado pela ampliação das possibilidades de acesso aos destinos brasileiros. Além da Argentina, o presidente da Embratur destacou o desempenho de mercados como Colômbia, Peru, México e Canadá. Portugal também aparece entre os destaques recentes. Segundo Reis, o país retomou a primeira posição entre os mercados emissores europeus para o Brasil.

A China, por sua vez, ganhou espaço na estratégia da agência com o crescimento da demanda e a ampliação da oferta de produtos brasileiros voltados ao público chinês. O trabalho de preparação para esse mercado, segundo Reis, começou no fim de 2023, quando a Embratur passou a mapear destinos, produtos e a estrutura de receptivo disponível no país.

Avanço chinês amplia oportunidades para o turismo brasileiro

A evolução do mercado chinês também tem sido acompanhada pelo aumento da oferta aérea. Segundo Reis, a procura por assentos para o Brasil pode abrir espaço para novas companhias interessadas em atender essa demanda. “A gente tem tido uma procura grande de assentos aéreos para o Brasil do mercado chinês. Com certeza, essa demanda também vai respingar em outras companhias aéreas que não têm os voos que querem começar a colocar para também morder uma parte desse mercado”, afirmou.

Para o executivo, o crescimento do fluxo chinês também tende a estimular a cadeia turística brasileira a desenvolver produtos e serviços mais adequados a esse público, incluindo meios de pagamento, restaurantes e qualificação de guias.

A expectativa é que a experiência positiva contribua para aumentar a recorrência dos visitantes. “A gente quer receber, só que tem que se especializar para receber especificamente o chinês, assim como acontece com o mercado indiano e com alguns mercados específicos dos Emirados Árabes”, disse.

Novos mercados ganham espaço na estratégia

A diversificação também está no planejamento da Embratur para os próximos ciclos de promoção. Reis citou o mercado indiano como uma das apostas para 2027, enquanto México e Canadá aparecem entre os países que já apresentam crescimento.

A agência mantém ainda uma agenda internacional intensa até o fim de 2026, com participação em eventos como WTM Londres, ITB Americas, que será realizada pela primeira vez no México, e ILTM Cannes, além de feiras e ações na Europa e nas Américas. A estratégia inclui ainda famtours, press trips e rodadas de negócios com operadores internacionais.

Na Abav Expo, a Embratur participa de encontros entre operadores estrangeiros, receptivos, hotéis e companhias aéreas brasileiras. Segundo Reis, o objetivo é transformar a promoção internacional em negócios para a cadeia turística e ampliar a distribuição dos visitantes por diferentes destinos brasileiros.