
GRAMADO – A Gol projeta a maior alta temporada de sua história, com crescimento estimado entre 10% e 15% nas rotas internacionais. A previsão marca o início de uma nova fase da companhia, que concluiu neste ano o processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos e retomou o plano de expansão.
“Estamos caminhando para a maior temporada da história da Gol. A expectativa é de um crescimento de dois dígitos nas rotas internacionais, o que mostra que o mercado está reagindo fortemente”, afirmou Danillo Barbizan, diretor de Vendas da companhia, durante o Festuris 2025, em Gramado (RS).
Segundo Barbizan, a Gol registrou em 2025 um crescimento de 35% nas operações internacionais em relação a 2024, resultado da chegada de novas aeronaves e da ampliação de voos para América do Sul e Caribe, incluindo Aruba, Punta Cana, Cancún e Caracas. A malha argentina também foi reforçada, com novas origens em Córdoba, Rosário e Mendoza, além de mais frequências a partir de Buenos Aires.
No Brasil, a empresa prevê 30 milhões de passageiros embarcados em 2025, número próximo do recorde histórico. O Rio Grande do Sul é um dos focos da alta temporada, com 17% de aumento na oferta de assentos, distribuídos entre aeroportos primários, regionais e internacionais. Já no Rio de Janeiro, a Gol responde por 60% da oferta de voos no Santos Dumont.
Um ano de gestão
Barbizan completa um ano à frente da diretoria de Vendas, responsável por 80% das receitas da companhia. O executivo diz que a gestão foi marcada pela consolidação de canais e processos. “Foi um ano de reestruturação interna, de ajustes estratégicos e agora entramos em um novo ciclo de crescimento sustentável”, afirmou.
A gestão também consolidou mudanças internas, como a reestruturação das políticas comerciais e a transformação da antiga diretoria de Canais de Vendas em Diretoria de Vendas, reforçando a integração com áreas estratégicas da companhia. Atualmente, a área comandada por Barbizan reúne 210 colaboradores e opera 13 lojas físicas em todo o país. “Nosso foco agora é crescer com rentabilidade, ampliar mercados e manter a proximidade com o trade”, afirmou.
Gol fora da bolsa
Durante a entrevista, Barbizan também comentou o anúncio recente da saída da Gol da Bolsa de Valores, ressaltando que a mudança não altera o dia a dia da operação. “Nada muda na rotina da companhia. O foco segue em eficiência e crescimento, agora com uma estrutura societária mais sólida”, afirmou.
A decisão ocorre meses após a aérea concluir o processo de reestruturação financeira sob o Chapter 11 nos Estados Unidos, que garantiu US$ 1,9 bilhão em financiamento e reforçou o caixa da empresa com cerca de US$ 900 milhões em liquidez. Com a saída do processo, o Grupo Abra — controlador também da Avianca — passou a deter aproximadamente 80% do capital da Gol, consolidando uma nova fase de integração e sinergia entre as companhias.
O executivo destacou que a nova estrutura acionária “reforça a estabilidade financeira e o potencial de expansão internacional” da companhia.
*O M&E viaja com proteção da GTA e apoio da Shift Mobilidade.







