
MADRI – A participação das Ilhas Cayman na Fitur 2026 consolida uma movimentação iniciada ainda no ano passado e que ganhou força nesta edição da feira. Mauricio Vianna, representante do destino no Brasil, explicou a decisão de investir no mercado espanhol amadureceu após visitas anteriores à feira. Nesta edição da feira, o destino marcou presença com estande próprio e um super evento realizado na noite de ontem (22).
“A ideia de vir para a Espanha surgiu no ano passado, quando percebemos a importância estratégica desse mercado”, explicou. Até então, as Ilhas Cayman contavam com um escritório no Reino Unido, focado no público de língua inglesa. A chegada à Fitur abre caminho para uma atuação mais estruturada no Sul da Europa, com atenção especial à Espanha, Portugal e Itália.
A presença em Madri acabou sendo ampliada de última hora. Além do jantar, o destino conseguiu autorização para montar um estande próprio na feira. “O estande ficou muito bonito e o resultado tem sido extremamente positivo”, avaliou Vianna. Os primeiros dias de Fitur, segundo ele, foram marcados por alta procura, novos contatos e grande interesse pelo destino.
“Já estamos falando de 2027, com um estande maior e uma presença ainda mais forte”, antecipou Maurício.
Durante o jantar, realizado em um restaurante histórico em frente ao Palácio Real de Madri, as Ilhas Cayman apresentaram oficialmente sua nova campanha global, a “VaCay”. A ação, inspirada no conceito de “vacations”, busca reposicionar o destino além da imagem tradicional associada a centro financeiro. “Esse conceito de paraíso fiscal está ficando para trás. As pessoas estão descobrindo um destino com muitas experiências, opções variadas e uma gastronomia de altíssimo nível”, afirmou.
O evento reuniu cerca de 50 convidados, entre operadores, agentes de viagens e imprensa da Espanha, além de representantes da América Latina, Reino Unido e mercados estratégicos como Brasil, México e Argentina. A proposta foi criar um ambiente exclusivo, voltado ao relacionamento e à apresentação do destino de forma mais aprofundada.
Vianna destaca que, apesar de não ser um destino de turismo de massa, as Ilhas Cayman registram cerca de 2 milhões de visitantes por ano, com foco em um perfil de viajante que permanece mais tempo e busca experiências diferenciadas. “Não temos voos charter diretos como outros destinos do Caribe. Trabalhamos com um público que valoriza qualidade, gastronomia e estadias mais longas”, explicou. No mercado europeu, um dos desafios observados é a resistência de viajantes espanhóis a fazer conexões via Estados Unidos, algo que influencia diretamente a decisão de viagem.
Ainda assim, fatores como a influência cultural cubana, que garante a presença do idioma espanhol em Cayman, e o potencial do turismo de cruzeiros ajudam a ampliar o interesse do público europeu. “É um produto que pode ser muito bem apresentado aqui”, ressaltou.
No recorte latino-americano, o desempenho é considerado altamente positivo. “México, Argentina e Brasil são hoje os nossos principais mercados, e o Brasil é o número um”, afirmou Vianna.
Após dois anos e meio de trabalho estruturado, o crescimento do público brasileiro tem sido consistente, com aumento no volume de visitantes e maior conhecimento sobre o destino.
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