
SÃO PAULO – O crescimento do turismo brasileiro e os investimentos em infraestrutura para acompanhar a expansão da demanda foram os principais pontos das falas dos representantes dos Ministérios do Turismo e de Portos e Aeroportos durante a cerimônia de abertura da Abav Expo 2026, nesta quarta-feira (30), em São Paulo. Representando o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o secretário nacional de Políticas de Turismo, Augusto Rocha, destacou os recordes registrados pelo setor, enquanto o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apresentou os avanços na infraestrutura aeroportuária e a ampliação da capacidade regional.
“Vivemos um momento extraordinário em 2026. Batemos sucessivos recordes”, afirmou Augusto Rocha. Segundo os dados apresentados pelo secretário, o Brasil recebeu mais de 9 milhões de turistas internacionais em 2025, enquanto, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados 68 milhões de passageiros domésticos. No mesmo período, os gastos de turistas internacionais chegaram a R$ 38 bilhões e o turismo corporativo alcançou faturamento de R$ 9,7 bilhões.
Rocha também destacou a geração de empregos no setor. Segundo ele, o turismo reúne atualmente mais de 2 milhões de trabalhadores e gerou cerca de 900 mil postos de trabalho com carteira assinada no período apresentado durante a cerimônia.
Para o secretário, os resultados refletem a atuação conjunta de toda a cadeia turística e a estratégia do governo federal de tratar o turismo como política de Estado e instrumento de desenvolvimento econômico e inclusão social. “O turismo brasileiro agora está em outro patamar. Subimos o nível, mas queremos muito mais. Temos trabalho todos os dias para melhorar os números”, afirmou.
Entre as ações citadas por Rocha estão a retomada da promoção internacional dos destinos brasileiros, o relacionamento com a iniciativa privada, investimentos em infraestrutura e medidas para ampliar o acesso ao crédito. Desde 2023, segundo o secretário, foram firmados cerca de 2,1 mil contratos para obras em estados e municípios, com R$ 2,7 bilhões destinados a mais de 1,5 mil projetos.
“O papel do poder público é criar condições para que o setor privado invista, para que os destinos se desenvolvam e para que o turismo gere oportunidade para a população”, disse.
Infraestrutura
Na sequência, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a necessidade de ampliar a infraestrutura de transporte para acompanhar o crescimento do fluxo de passageiros e facilitar o acesso aos destinos brasileiros.
Segundo o ministro, o país saiu de uma movimentação de cerca de 98 milhões de passageiros quando o atual governo assumiu para quase 130 milhões em 2025. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou novamente o maior número de passageiros para o período desde o início da série histórica acompanhada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A expectativa, afirmou Costa Filho, é superar os 130 milhões de passageiros em 2026. “Isso se deve muito ao trabalho que a Embratur e o Ministério do Turismo têm realizado nos últimos anos”, afirmou o ministro, ao destacar também a necessidade de garantir infraestrutura adequada para receber tanto os brasileiros quanto os turistas estrangeiros.
Costa Filho ressaltou ainda o ciclo de investimentos realizado na infraestrutura aeroportuária nos últimos anos. Segundo ele, mais de 40 aeroportos foram qualificados por meio dos contratos de concessão e a política de investimentos começa a avançar também sobre os aeroportos regionais.
O ministro citou o programa de concessões voltado a aeroportos regionais e afirmou que, no primeiro leilão, 13 aeroportos foram arrematados. Outro leilão, com dez aeroportos, está previsto para este ano. “Isso significa mais investimento, mais oportunidade, mais geração de emprego e renda e mais aeroportos capacitados para receber os turistas que vocês lidam no dia a dia nas agências de viagens”, afirmou.
Segundo Costa Filho, considerando os contratos de concessão realizados desde o início da política, 59 aeroportos deverão estar sob gestão privada em um período de 15 anos. Somente em 2026, 23 aeroportos passarão à iniciativa privada por meio de contratos de concessão com o governo federal.
Conectividade e turismo
As falas dos dois representantes convergiram na necessidade de ampliar a infraestrutura e a conectividade para transformar o crescimento do turismo em novos fluxos de visitantes e negócios.
Para Costa Filho, a expansão da aviação e dos aeroportos regionais também deve contribuir para descentralizar o acesso aos destinos brasileiros. O ministro ressaltou que o país possui uma oferta turística diversificada fora dos grandes centros e que a melhoria da infraestrutura pode ajudar a conectar esses destinos ao mercado.
“Contem com o Ministério de Portos e Aeroportos, contem com o governo do Brasil para que a gente possa juntos construir cada vez mais um turismo preparado, com boa infraestrutura, com boa capacidade para que nós possamos vender o Brasil para os brasileiros e o Brasil para o mundo”, afirmou.
A 53ª edição da Abav Expo reúne, até sexta-feira (2), destinos, empresas e profissionais do turismo no Expo Center Norte, em São Paulo. A organização espera cerca de 40 mil participantes ao longo dos três dias de evento.






