
SÃO PAULO – A participação da Unedestinos na WTM Latin America reacende um movimento que começou há mais de uma década, mas que agora ganha novos contornos diante de um cenário internacional turbulento. A entidade reforçou durante o evento sua estratégia de integração nacional e aposta no turismo de eventos como vetor de crescimento.
Segundo o presidente Toni Sando, a própria origem da instituição está ligada à feira. “Foi aqui que nasceu a Unedestinos, há 11 anos. A gente percebeu que precisava de união e representatividade”, afirmou. A articulação inicial, feita de forma quase informal entre representantes regionais, evoluiu para uma organização que hoje conta com cerca de 50 associados em diferentes estados.
Unedestinos aposta em integração do setor
A WTM, tradicional ponto de encontro do trade turístico, voltou a cumprir um papel central para o setor. Para a Unedestinos, o evento funciona como catalisador de negócios e parcerias. “É um ambiente que reúne compradores, expositores e destinos. Isso integra o setor de forma muito positiva”, disse Toni.
Essa integração, no entanto, não é apenas institucional. Na prática, ela se traduz em uma tentativa de padronizar estratégias e fortalecer a competitividade dos destinos brasileiros frente ao mercado internacional. A proposta é reduzir a fragmentação histórica do setor e construir uma narrativa mais coesa para o país.
“Com o mundo mais instável, as pessoas repensam para onde viajar. Isso abre uma oportunidade para o país se posicionar como um hub relevante”, afirmou.
A leitura, porém, exige cautela. Embora o momento seja favorável, a conversão dessa oportunidade em resultados depende de fatores estruturais, como infraestrutura, segurança e competitividade de preços. Sem esses ajustes, o potencial pode não se concretizar.
Diante das incertezas globais, o fortalecimento do turismo doméstico surge como caminho mais imediato. A estratégia passa por incentivar brasileiros a viajarem dentro do país, reduzindo a dependência de fluxos internacionais.
“A gente precisa mostrar o que o Brasil tem de melhor para que as pessoas escolham ficar”, afirmou o presidente da Unedestinos. A abordagem, embora pragmática, exige campanhas consistentes e melhoria na experiência do turista.







