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Feiras e Eventos / Opinião

OPINIÃO – Entretenimento e cultura são investimentos!

Doreni Caramori, presidente da Abrape, afirma que o cancelamento precipitado dos eventos é incoerente.

Doreni Caramori Júnior é empresário e presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape)

Aproximadamente R$ 100 milhões injetados na economia, 70 mil visitantes chegando por porto e aeroporto e aumento de 90% na lucratividade de comerciantes e prestadores de serviços. Estes são os impactos do tradicional Festival Folclórico de Parintins, uma das maiores festas populares do Brasil, realizado recentemente na cidade que fica a 369 quilômetros de Manaus (AM). Os números que impressionam são fundamentais para que haja um debate aberto e transparente sobre a seguinte questão:

Eventos públicos de cultura e entretenimento em municípios que têm saúde e educação insatisfatórias devem ser cancelados ou será que a saúde e educação são insatisfatórias justamente porque o município não tem eventos para gerar arrecadação econômica?

É preciso, portanto, falar dos impactos econômicos da cultura e entretenimento. É preciso esclarecer a sociedade que um evento vai muito além da contratação de um artista consagrado.

O hub do segmento envolve 52 áreas em sua cadeia produtiva, que incluem cerca de 2,5 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs), como, por exemplo, donos de barraquinhas de comida, eletricistas, técnicos de som e luz etc. Representam, também, um total de 647.828 empresas de pequeno, médio e grande portes, que movimentam R$ 62,4 bilhões em massa salarial e R$ 41,9 bilhões em impostos federais. O faturamento do hub é de R$ 334,2 bilhões (4,52% do PIB).

Em Parintins, a tradicional disputa entre os bois Caprichoso e Garantido é um exemplo dessa pujança. A festa é o principal vetor econômico da cidade de aproximadamente 110 mil habitantes, a exemplo de tantas outras pelo Brasil afora, e gerou 10 mil empregos diretos e indiretos. Esse é um detalhe que, por vezes, é esquecido quando se debate o tema sobre contratações públicas de shows: o evento é o principal fomentador local da economia e geração de empregos, impulsionando o turismo e a prestação de serviços.

Evento de cultura e entretenimento é investimento. Os críticos que desconhecem o setor e só têm acesso ao produto final precisam entender que a economia de milhares de cidades pelo país depende do segmento para aumentar a arrecadação e devolver para sociedade serviços públicos de qualidade. E, nesta retomada da economia, as empresas que atuam no hub são essenciais para promover essa imediata movimentação positiva da economia e da geração de empregos.

É o que estamos fazendo. Em todo o país, exemplos como o Festival de Parintins estão acontecendo e reerguendo nossa economia. Com isso, esperamos que os poderes públicos e a sociedade entendam que a cultura é uma riqueza que gera valor, que movimenta a economia e os empregos.

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