
O Festival Internacional de Turismo Cataratas (FIT Cataratas) chega à 21ª edição com a incorporação do InnovaCity à programação, ampliando a presença de inovação e tecnologia dentro da feira. O evento será realizado de 10 a 12 de junho, no Rafain Palace Hotel & Convention, em Foz do Iguaçu (PR). Para detalhar as estratégias e novidades desta edição, o M&E conversou com Paulo Angeli, confira abaixo.
MERCADO & EVENTOS – Como o Festival evoluiu ao longo dos anos e qual é o posicionamento atual dentro do mercado de turismo no Brasil?
Paulo Angeli – O evento cresce, em média, entre 10% e 15% ao ano. Hoje, ele deve ocupar a quarta posição entre os principais eventos de turismo do Brasil, atrás apenas da WTM-LA, Festuris e Abav Expo, com a diferença de ser o único de grande porte realizado fora de um grande centro urbano. Ao longo desses mais de 20 anos, aprendemos que o turismo é uma atividade econômica extremamente dinâmica, que exige aprimoramento constante.
A cada edição buscamos melhorar o evento, oferecer mais oportunidades de negócios, apresentar novos produtos e ampliar os debates relevantes para o setor. Quando definimos a realização em junho, a ideia era ocupar um período de baixa demanda, facilitando a vinda dos participantes. Hoje, esse cenário mudou: junho passou a ser considerado alta temporada em Foz do Iguaçu, o que demonstra também o impacto consolidado do festival na cidade.
M&E – Quais são as principais novidades da edição deste ano e o que elas representam em termos de evolução do evento?
Paulo Angeli – A principal novidade é a realização do InnovaCity dentro do Festival das Cataratas, algo inédito. Isso reforça o posicionamento do evento como um ambiente não apenas de turismo, mas também de inovação aplicada ao setor. Estamos abrindo espaço gratuito para startups apresentarem soluções voltadas ao turismo, o que amplia a conexão entre tecnologia e negócios. Outra novidade é o encontro da Ordem dos Cavaleiros do Caminho de Santiago, que atua na promoção e na estruturação dos caminhos ligados à rota. Também teremos o Fórum Científico de Turismo, com palestras inclusive internacionais.

M&E – O evento mantém o foco em negócios, mas amplia a presença de inovação e tecnologia. Como essa integração impacta o mercado?
Paulo Angeli – O nosso foco principal continua sendo a geração de negócios. Queremos que quem participe venha para negociar, fechar parcerias e gerar resultados. Mas entendemos que o turismo evoluiu e precisa incorporar inovação. Por isso, buscamos integrar tecnologia, startups e novas soluções ao ambiente da feira. O evento passa a ser visto como um espaço onde o mercado pode não apenas comercializar produtos, mas também conhecer tendências, testar soluções e se atualizar. Essa integração aumenta a relevância do festival e amplia as oportunidades para todos os participantes.
M&E – Como funciona a estratégia de atração e qualificação do público, especialmente agentes de viagem e caravanas?
Paulo Angeli – Trabalhamos com caravanas de diversas regiões do Brasil. Para esta edição, já há cerca de 120 agentes confirmados via aéreo por uma operadora e outros 250 por uma operadora local, além das caravanas terrestres. Na edição de 2025, o evento reuniu entre 4 mil e 4,5 mil agentes de viagem. A seleção desses profissionais é feita pelas operadoras parceiras, que convidam agentes com base em desempenho e produção. Isso garante um público qualificado e focado em negócios. Além disso, facilitamos logística, hotelaria e transporte, atuando diretamente com essas operadoras na origem.
M&E – Qual é o papel de Foz do Iguaçu na realização do evento e qual o impacto gerado na cidade?
Paulo Angeli – A cidade abraça completamente o evento. Durante o período do festival, há uma mobilização geral: hotéis reduzem tarifas, o que é incomum em eventos desse porte, e diversos atrativos oferecem acesso gratuito ou condições especiais para participantes credenciados. O comércio também participa, com descontos em restaurantes, lojas e até estabelecimentos no Paraguai para quem apresenta o crachá do evento. Isso transforma o festival em uma grande experiência de visita técnica para os agentes de viagem. Junho deixou de ser baixa temporada e passou a ser um período de alta ocupação, com influência direta do evento.
* O M&E viaja com proteção da GTA.







