Secretária-geral da ONU Turismo defende parceria com setor privado e fortalecimento de vilarejos turísticos
Secretária-geral da ONU Turismo, Shaikha Al Nowais (Natália Strucchi/M&E)

Roma – A nova secretária-geral da ONU Turismo, Shaikha Al Nowais, reforçou a importância da colaboração entre governos e iniciativa privada para o desenvolvimento sustentável do setor. Durante participação em painel na Cúpula do WTTC, ela destacou que sua gestão pretende ampliar o diálogo com empresas e entidades ligadas à indústria de viagens.

“Quero assegurar que o setor privado é muito importante para a ONU Turismo. Temos hoje 160 Estados-membros, mas também cerca de 500 membros afiliados, que representam diretamente a iniciativa privada. Pretendo expandir esse número, porque o setor contribui muito para a economia mundial e precisamos estar próximos, ouvindo suas demandas”, afirmou.

Segundo Al Nowais, a integração entre diferentes atores é essencial para enfrentar os desafios atuais do turismo global. “A colaboração público-privada é uma fórmula poderosa. Precisamos garantir que governos, comunidades e empresas estejam alinhados em prol do desenvolvimento equilibrado do turismo”, disse.

Combate ao overtourism e valorização de áreas rurais

A secretária-geral também destacou a importância de combater o overtourism em destinos superlotados, ao mesmo tempo em que se amplia a visibilidade de regiões menos exploradas. Ela citou a iniciativa Best Tourism Villages, promovida pela ONU Turismo, que certifica vilarejos em diversos países com base em critérios de sustentabilidade e impacto positivo nas comunidades locais.

“Visitei recentemente vilarejos certificados na Argentina e pude ver de perto como o reconhecimento trouxe benefícios concretos, aumentando o fluxo turístico e gerando renda para os moradores. Queremos expandir esse trabalho e garantir que os resultados não fiquem restritos ao turismo doméstico, mas também atraiam visitantes internacionais”, explicou.

Turismo como motor de desenvolvimento

Para Al Nowais, o futuro do setor depende da capacidade de incluir mais comunidades na cadeia do turismo global, gerando benefícios econômicos e sociais distribuídos de forma mais equilibrada. “O turismo é feito de pessoas e para as pessoas. Nosso dever é encontrar maneiras de servir melhor viajantes e comunidades anfitriãs, garantindo que todos colham os frutos dessa atividade”, concluiu.