
O setor de eventos encerrou 2025 com níveis recordes de emprego formal e consumo no Brasil, segundo dados do Radar Econômico do Setor de Eventos, da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), com base em informações do Ministério do Trabalho e Emprego, do IBGE e da Receita Federal. Ao longo do ano, o segmento criou 20,2 mil vagas no core business e 165,8 mil postos no hub setorial, mantendo trajetória de expansão e consolidando a retomada após a pandemia.
No core business, que reúne atividades como organização de eventos, produções artísticas e culturais, espetáculos, recreação, lazer e competições esportivas, o saldo positivo em 2025 foi de 20.213 vagas formais. Com isso, o estoque total de empregos do segmento alcançou 202.393 postos ao final do ano, crescimento de 13,0% em relação a 2024, quando eram 179.133 vagas, e de 81,7% na comparação com 2019, período anterior à crise sanitária.
O hub setorial, formado por 52 atividades impactadas indiretamente pelos eventos, registrou saldo positivo de 165.756 vagas em 2025, após a criação de 190.605 postos em 2024. O estoque total de trabalhadores chegou a 4,27 milhões, permanecendo 23,9% acima do nível observado em 2019.
Entre as atividades do core business, a organização de eventos concentrou a maior geração de empregos formais em 2025, com 14.220 vagas criadas. No hub setorial, segmentos como publicidade e propaganda, serviços gerais, hospedagem, bares e restaurantes e infraestrutura para eventos mantiveram estoques de emprego superiores aos registrados no período pré-pandemia, com impacto direto sobre a cadeia do turismo.
O avanço do emprego refletiu-se no consumo associado ao setor. Em dezembro de 2025, a estimativa de consumo em recreação atingiu R$ 12,5 bilhões, o maior valor mensal da série histórica iniciada em 2019. No acumulado de janeiro a dezembro, o consumo somou R$ 140,9 bilhões, alta de 5% em relação aos R$ 131,8 bilhões registrados em 2024.
Impacto nos eventos

Na comparação com outros segmentos da economia, o core business do setor de eventos apresentou, em 2025, o maior crescimento relativo do emprego formal frente ao período pré-pandemia. O estoque de vagas ficou 81,7% acima do nível de 2019, superando a construção, os serviços, o comércio e a indústria, além do crescimento médio de 21,0% do conjunto da economia brasileira.
“Instrumentos de política pública como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos contribuíram para a reorganização das empresas e para a ampliação do emprego formal em um segmento que historicamente operava com elevada participação de trabalhadores informais. Esse movimento passou a se refletir de forma mais clara nos indicadores oficiais de emprego e consumo”, afirma o presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior,.
O Radar Econômico da Abrape utiliza dados do Ministério do Trabalho e Emprego, do IBGE e da Receita Federal. O cálculo do consumo considera o peso do item recreação no IPCA e a massa de rendimento real mensal dos trabalhadores apurada pela PNAD Contínua.







