
SÃO PAULO – A Visual encerra 2026 olhando para um ciclo de crescimento e, principalmente, de integração após a união com a Multimarcas. Para Bruno Sá, diretor da Visual, a chegada de profissionais e o compartilhamento de conhecimento entre as equipes ampliaram a presença da empresa em diferentes regiões do País e reforçaram um perfil consultivo que, segundo ele, é um dos principais diferenciais da operação.
“A junção com a Multimarcas já trouxe um grande reforço de equipe, especialmente na questão de posicionamento da empresa no Brasil afora. Essas pessoas ajudaram a gente a pintar melhor o nosso País e estar melhor condicionado”, afirma Sá, que destaca também o trabalho de equiparação de conhecimento entre os times.
A estratégia envolve treinamentos internos e participação de fornecedores, permitindo que as equipes tenham maior domínio tanto dos produtos tradicionais da Multimarcas quanto do portfólio mais premium e personalizado da Visual.
Para 2027, duas verticais aparecem como apostas centrais. A primeira é o marítimo, segmento que já apresentava forte desempenho na Multimarcas e que ganhou espaço também na Visual. A operadora vem ampliando contratos com armadoras, trabalhando produtos de luxo e desenvolvendo combinações que permitam oferecer experiências mais completas e diferenciadas ao agente de viagens.
“A gente vem agregando outros produtos, fazendo contratos com armadoras e trabalhando o perfil de luxo. É uma vertical que abre muito o leque da Visual”, explica. Segundo o executivo, a proposta é aproveitar a capacidade da empresa de atuar desde produtos mais simples e pacotes fechados até viagens altamente personalizadas.
A segunda frente é o segmento Prime, que passa a receber uma estratégia mais estruturada de crescimento. A Visual vem mapeando o mercado e os fornecedores para identificar oportunidades de segmentação e ampliar sua carteira de forma mais direcionada. “A Visual já tem o perfil de entendimento e já tem relacionamento com a maioria dos fornecedores. Agora estamos trabalhando para abrir essa carteira de uma forma mais estratégica”, afirma Sá.
Esse movimento também deve refletir na estrutura da empresa. À medida que as verticais avancem, a expectativa é criar novas posições e reforçar as equipes dedicadas a essas frentes.
Tecnologia entra no processo de integração
Outro eixo importante da operação é a tecnologia. Segundo Sá, a Visual vem concentrando esforços em ajustes de uma ferramenta já conhecida pelo mercado, buscando melhorar processos internos e, consequentemente, a experiência entregue ao agente de viagens. A homologação de novos fornecedores também está entre as prioridades.
“Precisamos fazer alguns ajustes dentro de casa para entregar um serviço de melhor qualidade. Esse é um ponto em que venho colocando muita energia para traduzir isso para o cliente final em uma percepção de qualidade e melhora contínua”, diz.
A migração dos clientes e processos também faz parte desse trabalho. Com dois sistemas funcionando em paralelo durante o período de transição, a empresa buscou reduzir possíveis impactos para agentes que ainda tinham reservas na plataforma anterior. Para Sá, a preocupação foi garantir que a mudança de tecnologia não comprometesse a experiência do cliente.
O executivo avalia que 2026 foi um ano de crescimento, mesmo diante das movimentações internas, e vê espaço para uma aceleração em 2027, especialmente com processos e sistemas mais amadurecidos.
Personalização ganha força
Na avaliação de Sá, a principal tendência para o próximo ano será a personalização. O agente de viagens e o consumidor chegam ao processo de compra cada vez mais informados, o que aumenta a necessidade de as operadoras deixarem de simplesmente oferecer produtos prontos e passarem a construir experiências mais adequadas a cada perfil.
“O cliente está cada vez mais exigente. A informação já chega muito mastigada, tanto para a agência de viagens quanto para o cliente final. Estamos em uma era de hiperinformação”, afirma.
Nesse cenário, a estratégia da Visual passa pela composição de produtos mais robustos e pela capacidade de transformar diferentes serviços em uma experiência integrada. “Não é simplesmente classificar o produto e trazer para ele como um produto em si, mas sim a experiência, aquilo que você consegue traduzir realmente como produto”, conclui Sá.







