
LA VALETA, MALTA – Governos e empresas globais colocaram a competitividade dos destinos no centro das discussões do Diálogo de Líderes Globais do WTTC, realizado nesta quarta-feira (07), durante a 26ª Cúpula Mundial do World Travel & Tourism Council, em Malta. Sob o tema “Rewriting the Rules of Global Competitiveness” (Reescrevendo as regras da competitividade global), ministros e executivos discutiram como conectividade, facilidade para viajar, investimentos, regulação e colaboração público-privada podem determinar quais destinos estarão melhor posicionados para a próxima etapa de crescimento do Turismo.
A presidente e CEO do WTTC, Gloria Guevara, defendeu que a competitividade dos destinos depende cada vez mais da capacidade de governos e empresas trabalharem de forma coordenada. “A competitividade se constrói através da colaboração. Quando governos e setor privado trabalham lado a lado, criam as condições para investimento, inovação, conectividade e crescimento”, afirmou.

O encontro reuniu ministros e autoridades de países como Egito, Espanha, Bahrein, Malta e Estados Unidos, além de executivos de empresas globais como Minor International, JTB, VFS Global, Amadeus, Arsenale, ICCA e Pernod Ricard.
Viagens sem fricção
Um dos principais debates foi dedicado ao conceito de “Seamless Travel”, ou viagens sem fricção, analisando toda a jornada do viajante, dos vistos e controles de fronteira à conectividade, tecnologia, hotelaria e logística. Com a expansão das fronteiras biométricas e dos sistemas de vistos apoiados por inteligência artificial, os participantes discutiram como combinar segurança com uma experiência mais simples e eficiente para quem viaja.
A discussão ganha relevância diante de uma indústria cada vez mais dependente da capacidade dos destinos de facilitar o deslocamento internacional. Para o WTTC, governos e empresas precisam avançar conjuntamente em tecnologia, infraestrutura e processos para reduzir barreiras sem comprometer a segurança.
Corrida global por investimentos
Outro eixo do diálogo foi a disputa internacional pela atração de capital. O painel “Winning the Race for Global Investment” analisou o que os destinos precisam oferecer para se tornarem efetivamente preparados para receber novos investimentos em Turismo.
Regulação, infraestrutura, conectividade, incentivos e segurança jurídica estiveram entre os pontos discutidos. O debate também questionou se mecanismos tradicionais, como benefícios fiscais, vistos de residência por investimento e zonas econômicas especiais, continuam suficientes diante de um cenário no qual agilidade regulatória, transparência e previsibilidade ganham peso nas decisões dos investidores.
Os debates ocorrem em um momento de forte peso econômico do setor. De acordo com dados do WTTC, Viagens e Turismo movimentaram US$ 3 trilhões na economia europeia em 2025, sustentando 40,7 milhões de empregos. No mesmo período, os visitantes internacionais gastaram US$ 835 bilhões no continente.
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Para o WTTC, a capacidade de conectar pessoas de maneira eficiente e, ao mesmo tempo, criar um ambiente favorável à entrada de capital tornou-se um dos principais elementos da competitividade turística. O Diálogo de Líderes Globais buscou justamente aproximar essas duas agendas, colocando governos e empresas diante do desafio de fazer políticas públicas, infraestrutura e estratégia empresarial avançarem no mesmo ritmo.
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