
Os Estados Unidos estão se preparando para um daqueles momentos raros em que tudo acontece ao mesmo tempo. A combinação de grandes eventos, datas simbólicas e novos investimentos colocou o país no que o próprio setor já chama de “superano do turismo”.
A Brand USA, responsável por promover o destino no exterior, reuniu uma série de novidades que ajudam a explicar o movimento. E tem um detalhe importante: o Brasil está no radar, com novas conexões aéreas e foco direto no viajante brasileiro.
“Destinos por todo o país estão revelando novos produtos transformadores e experiências inéditas”, afirmou Fred Dixon, CEO da organização.
EUA: Copa do Mundo puxa a fila
O primeiro grande motor desse movimento é a Copa do Mundo FIFA 2026. Serão 11 cidades norte-americanas recebendo partidas, incluindo Nova York, Los Angeles, Miami e Seattle.
Na prática, isso significa mais do que jogos. Hotéis renovados, eventos paralelos, ativações culturais e uma movimentação que vai além do futebol. É aquele tipo de viagem que mistura esporte com experiência de destino.
Um aniversário histórico
Outro ponto forte é o America250, que celebra os 250 anos da independência dos EUA. A proposta é espalhar eventos pelo país inteiro, de grandes cidades a regiões menos exploradas.
Entre maio e julho, o Sail250 vai levar veleiros históricos para portos como Nova York e Boston. A ideia é transformar o litoral em um grande palco aberto, com programação cultural e turística.
EUA: Rota 66 volta ao centro do mapa
Se tem algo que conversa bem com o brasileiro é viagem de carro. E em 2026, a Rota 66 completa 100 anos.
A estrada mais famosa do país ganha uma agenda cheia de festivais, diners retrô, exposições e experiências que misturam nostalgia com turismo atual. De Chicago à Califórnia, a rota volta a ser protagonista.
Novos voos e mais acesso
Para quem está no Brasil, uma novidade importante é a ampliação da malha aérea. A Gol Linhas Aéreas anunciou um voo direto entre Rio de Janeiro e Nova York (JFK), previsto para julho de 2026.
Isso facilita bastante o acesso e reforça o interesse dos EUA em atrair mais brasileiros, especialmente em um ano tão movimentado.
O que muda na prática para o viajante
Além dos grandes eventos, o país está investindo pesado em experiências. Tem hotel novo surgindo, museu sendo ampliado e parques mudando regras para facilitar a visita.
Na Califórnia, a Highway 1 em Big Sur volta a operar completamente. Em Los Angeles, novos espaços culturais entram no circuito. Já em Las Vegas, a Sphere deve concentrar uma agenda intensa de shows.
No sul, cidades como Nashville e Austin ganham hotéis e atrações inéditas. No nordeste, Nova York e Washington lideram parte das celebrações históricas, com eventos espalhados ao longo do ano.
Até destinos menos óbvios estão se mexendo. Montana estreia resort de luxo, o Novo México aposta em eventos ligados à Rota 66 e o Alasca amplia roteiros de cruzeiros, com novas opções de itinerários e experiências exclusivas.
Vale a pena ir para os EUA em 2026?
Se a ideia é pegar um destino no auge, a resposta é sim. Mas com um alerta: a procura deve ser alta, especialmente durante a Copa e datas comemorativas, o que pode impactar preços e disponibilidade.
Por outro lado, quem souber escolher bem o período ou explorar cidades menos óbvias pode encontrar experiências únicas. É aquele tipo de viagem que mistura planejamento com oportunidade e até boas surpresas fora do roteiro tradicional.
Na verdade, 2026 não é só mais um ano para visitar os EUA. É uma janela rara onde história, cultura e entretenimento se cruzam no mesmo lugar. E isso não acontece todo dia, nem com essa intensidade.







