Manifestação contra imigrantes no México termina em violência e depredação
Vitrines também foram pichadas com palavras a seguinte frase: “Saiam do México” (Divulgação/Agência Brasil)

Centenas de pessoas se reuniram contra a gentrificação e o turismo em massa na cidade do México na última sexta-feira (4). Uma manifestação que começou pacificamente, mas se tornou violenta quando um grupo de pessoas mascaradas começou a quebrar fachadas de lojas, assediar estrangeiros e saquear estabelecimentos comerciais de luxo nos bairros turísticos de Condesa e Roma.

Com cartazes escritos “gringos, parem de roubar a nossa casa”, manifestantes exigiam legislação local para regular os níveis de turismo e leis de habitação mais rigorosas que impeçam o processo de transformação urbana, onde bairros de baixa renda estão passando para as mãos de moradores estrangeiros com maior poder de compra, obrigando os moradores originais a procurarem casa nas periferias.

Entenda o caso

A tensão vem aumentando desde que os “nômades digitais” dos EUA chegaram à capital do México em 2020, seja para escapar do confinamento provocado pela pandemia de Covid-19 ou para se aproveitarem dos preços de alugueis mais baratos na Cidade do México.

Desde então, os alugueis não pararam de subir e os habitantes locais têm sido cada vez mais empurrados para fora de seus bairros, particularmente em Condesa e Roma, regiões exuberantes repletas de cafés e restaurantes.

O protesto na Cidade do México surge no momento em que outras cidades europeias, como Barcelona, Madrid, Paris, Roma, Lisboa, estão enfrentando protestos contra as consequências do turismo de massa e do forte aumento da mobilidade em várias regiões.

*com informações Agência Brasil