
O Grupo 123 Milhas se manifestou sobre o afastamento do desembargador Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), responsável por conduzir o processo de recuperação judicial da empresa. A medida foi determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que investiga possíveis irregularidades e indícios de favorecimento na atuação do magistrado.
123 Milhas nega benefício
Em nota, a companhia negou qualquer benefício indevido e afirmou que não teve participação nas decisões questionadas. Segundo o grupo, a medida que motivou a investigação, relacionada à substituição de administradores judiciais, não foi solicitada pela empresa e, inclusive, gerou custos adicionais.
O caso ocorre em meio ao processo de recuperação judicial da empresa, que impactou milhares de consumidores, e segue sob apuração dos órgãos de controle.

Confira abaixo nota enviada à imprensa na íntegra:
“O Grupo 123milhas informa que, em nenhum momento, houve favorecimento às empresas do grupo, aos sócios ou às pessoas envolvidas no processo de recuperação judicial por decisões do desembargador afastado Alexandre Victor de Carvalho, integrante da 21ª Câmara Cível Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A decisão do CNJ, proferida pelo ministro Mauro Campbell Marques, deve-se à “violação dos deveres funcionais da magistratura”. A decisão do CNJ diz respeito à indevida substituição dos administradores judiciais nomeados pela juíza de primeiro grau, ato que não foi solicitado pela 123milhas e que não a favoreceu de nenhuma forma.
Pelo contrário, implicou despesas extraordinárias para a empresa. O Grupo 123milhas sempre se pautou pela transparência e pela lisura no processo de recuperação judicial, buscando alcançar seu maior objetivo, que é o de honrar os compromissos com seus credores. Nesse sentido, o Grupo acompanha os desdobramentos dos fatos noticiados pelo CNJ, reafirmando sua plena confiança na Justiça mineira e nos órgãos de controle e fiscalização do Poder Judiciário.”







