
ORLANDO – Mesmo diante do cenário desafiador enfrentado pela Azul durante o processo de Chapter 11, a Azul Viagens conseguiu manter uma trajetória de expansão. Segundo Giulliana Mesquita, head da operadora, a empresa registrou crescimento de 22% ao longo do período, resultado que reflete uma combinação de fatores estratégicos e de relacionamento com o mercado.
Para a executiva, o momento exigiu revisões internas e ajustes estruturais, mas também abriu espaço para novas oportunidades: “Todo processo de Chapter é um momento de reflexão e revisão de tudo. Revisão de processos, de estrutura financeira. Mas também é um momento de encontrar oportunidades”.
De acordo com ela, três fatores principais sustentaram o desempenho positivo da operadora durante o período. O primeiro deles foi o apoio dos parceiros comerciais, incluindo agências de viagens, lojas, hotéis, receptivos e fornecedores de ingressos. O segundo pilar foi o engajamento do próprio time da operadora. Já o terceiro fator foi a capacidade de adaptação diante de um cenário desafiador. Segundo Giulliana, a empresa precisou apostar mais em criatividade e novas estratégias comerciais.
“Existe uma frase que diz que não se fazem bons marinheiros em mar calmo. Tivemos que usar muita criatividade e aproveitar oportunidades. Conseguimos trabalhar campanhas e iniciativas de formas que antes não utilizávamos, e isso acabou favorecendo o cenário.”
Crescimento mais sustentável da Azul Viagens
Depois de um ciclo de forte expansão nos últimos anos, a Azul Viagens agora entra em uma nova fase de maturidade. Entre 2019 e 2025, a operadora multiplicou seu faturamento por seis, crescimento que elevou as expectativas do mercado.Segundo Giulliana, no entanto, a estratégia para os próximos anos será priorizar um crescimento mais estruturado e sustentável.
“Quando uma operadora cresce seis vezes em poucos anos, naturalmente cria-se uma expectativa muito alta de que os resultados continuem no mesmo ritmo. Mas agora estamos entrando em uma fase de crescimento mais conservador.”
A prioridade, segundo ela, será fortalecer a entrega de soluções de negócio para agências e lojas parceiras, além de consolidar produtos estratégicos dentro do portfólio da operadora. “A ideia é focar em soluções que reforcem a fidelização e o engajamento da nossa rede de lojas e das agências multimarcas, além de consolidar produtos em que a Azul Viagens se propõe a ser muito boa, ou até a melhor”, disse Giulliana.

Entre os segmentos prioritários estão resorts, o destino Orlando e o Nordeste brasileiro, região em que a operadora já possui forte presença: “Nordeste é uma região onde temos uma consolidação muito boa. Orlando também é um destino que trabalhamos de forma muito forte, e seguimos buscando oportunidades para diversificar o portfólio”.
Segundo a executiva, o momento também exige uma evolução na estrutura da empresa, que hoje opera em uma escala muito maior do que no início da expansão.
“Hoje somos muito maiores do que éramos antes, e isso traz novos desafios. Precisamos estruturar processos e decisões de forma mais organizada. Essa é uma nova fase e uma ótima oportunidade para construir um crescimento mais sustentável.”
*O M&E viaja com proteção GTA







