
Diante dos recentes desdobramentos no setor de turismo, conversamos com Fabiano Camargo, presidente da Braztoa, para entender o panorama geral e os desafios enfrentados por operadoras de turismo no Brasil. Como a maior e principal associação do segmento no país, o presidente revela que enxerga com preocupação casos de reestruturação.
Camargo esclarece que a empresa envolvida nas recentes polêmicas, e que anunciou uma mudança estrutural neste sábado (15), nunca fez parte da Braztoa, o que impede uma avaliação detalhada de seu método de gestão. No entanto, ele destaca que algumas operadoras do mercado infelizmente não adotam práticas de gestão adequadas para evitar dificuldades financeiras. “O que sabemos é que existem operadoras de turismo que, infelizmente, não têm uma gestão conforme deveriam, o que pode levar a problemas como os que estamos vendo”, comentou.
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O enredo é o mesmo, repetem-se as más praticas
A Braztoa enfatiza que não atua diretamente na parte comercial das operadoras, mas busca criar um ambiente de diálogo e troca de informações entre os associados. “Nosso objetivo é fomentar um ambiente seguro, onde os operadores possam se unir e crescer juntos. Qualquer empresa que passa por reestruturação ou falência acaba impactando o mercado como um todo, e todos os associados enxergam isso”, afirmou Camargo. A Braztoa não possui mecanismos de fiscalização para monitorar a saúde financeira das operadoras, mas a comunidade que a associação desenvolveu acaba funcionando como um ‘regulador’ das práticas saudáveis.
“O que não podemos aceitar é uma empresa oferecer preços muito baixos com parcelamentos longos, pois a conta não fecha e o prejuízo se torna inevitável”
Ele também destacou a importância de um planejamento financeiro sustentável, independentemente das condições de parcelamento oferecidas aos clientes. “Analisamos em nosso último anuário que algumas empresas parcelam em até nove vezes. Mas o mais importante não é se você trabalha em três ou dez parcelas. O essencial é aplicar juros compatíveis e manter um equilíbrio financeiro. O que não podemos aceitar é uma empresa oferecer preços muito baixos com parcelamentos longos, pois a conta não fecha e o prejuízo se torna inevitável. O enredo é o mesmo, repetem-se as más praticas”, alerta.
Com o Carnaval se aproximando, a preocupação aumenta. “Estamos observando atentamente a situação pois não sabemos como isso ficará daqui duas semanas” concluiu Camargo.







