Tiana Lopes, gerente da região Norte (Divulgação BWT)
Tiana Lopes, gerente da região Norte (Divulgação/ BWT)

A BWT Operadora chega a abril com dois números que ajudam a entender seu momento no mercado: seis anos de atuação no Rio Grande do Sul e 12 anos no Amazonas. Pode parecer apenas um marco de calendário, mas, olhando de perto, revela um movimento mais amplo. A empresa, fundada em Curitiba em 2011, vem consolidando uma presença que vai além do Sul e tenta, de fato, ocupar espaço como uma operadora nacional com atuação capilarizada.

Somadas, as operações nessas duas frentes já reúnem mais de mil agências parceiras ativas. É um dado relevante em um setor onde relacionamento ainda pesa tanto quanto preço e produto.

“A BWT nasceu em Curitiba, mas sempre teve um olhar para o Brasil inteiro”, diz o diretor-geral Gabriel Cordeiro. Segundo ele, o crescimento está diretamente ligado à presença física em diferentes regiões. “Estar próximo faz diferença. Cada mercado tem suas particularidades e isso influencia diretamente no atendimento”, afirma.

Sul vira base sólida para expansão

No Rio Grande do Sul, a operação começou em 2020, em um período desafiador para o turismo. Ainda assim, a empresa estruturou uma equipe dedicada e, ao longo dos últimos anos, construiu uma base de 473 agências ativas.

A atuação está concentrada em regiões estratégicas como Serra Gaúcha, Vale do Taquari e a área metropolitana de Porto Alegre. Esse desenho não é por acaso. São mercados com forte cultura de viagem e um perfil de agente bastante ativo.

Mauro Bernardes, que lidera a operação no estado, resume o crescimento como resultado direto de relacionamento. “Esse tempo representa uma construção feita com confiança. Nada disso acontece sozinho”, afirma.

Ele destaca que a proximidade com os agentes foi decisiva para consolidar a marca no estado. “Cada parceria ajudou a dar consistência ao nosso trabalho. E isso se reflete nos resultados”, diz.

Norte mantém trajetória consistente desde o início

Se no Sul a presença é mais recente, no Norte ela acompanha praticamente toda a história da empresa. A operação no Amazonas começou no mesmo ano da fundação da BWT e, de lá para cá, virou um dos pilares fora da base original em Curitiba.

Hoje, a empresa atende todos os estados da região Norte a partir dessa estrutura e soma cerca de 600 agências parceiras ativas. O crescimento, segundo a diretora executiva Tiana Lopes, veio com tempo e adaptação.

“Foram anos de ajustes, entendendo o mercado e criando uma forma de trabalhar que fizesse sentido para a região”, explica. Ela aponta que o diferencial está no atendimento mais próximo. “A gente sempre tentou fugir de um modelo engessado. Cada cliente tem uma necessidade diferente”, afirma.

Estratégia aposta em presença local

A BWT hoje mantém equipes em cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, Joinville, Manaus e Porto Alegre. Esse modelo permite cobrir praticamente todas as regiões do país, com exceção do Nordeste, onde a empresa ainda não tem base própria.

Ao todo, são mais de 30 mil agências cadastradas em todo o Brasil. Nem todas ativas, claro, mas o número mostra o alcance da operadora dentro do trade.

Na prática, a estratégia é simples de entender: combinar escala nacional com atendimento regionalizado. Em um mercado competitivo, isso pode ser o que diferencia uma operação de outra.

Cordeiro reforça essa visão ao falar sobre os próximos passos. “A gente acredita muito no contato direto. É isso que sustenta o crescimento”, diz.

Crescimento acompanha mudança no perfil do mercado

O movimento da BWT também acompanha uma transformação mais ampla no turismo brasileiro. Nos últimos anos, operadoras que conseguiram sair do modelo centralizado e se aproximar dos agentes ganharam espaço.

Esse cenário se intensificou após a pandemia, quando o suporte ao agente passou a ser ainda mais valorizado. Ter alguém próximo, que entende o contexto local, deixou de ser diferencial e passou a ser quase obrigatório.

Dentro desse contexto, a expansão regional deixa de ser apenas uma estratégia e passa a ser uma necessidade para quem quer crescer.

Próximos passos ainda incluem lacunas

Apesar do avanço, a ausência no Nordeste chama atenção. É a única região onde a BWT ainda não tem presença estruturada. E, olhando para o mapa do turismo nacional, é justamente uma das áreas mais relevantes em volume de vendas e demanda.

A expectativa do mercado é que esse movimento aconteça nos próximos anos. Até lá, a empresa segue fortalecendo as bases onde já atua.

O que fica claro é que o crescimento da BWT não passa por grandes anúncios ou movimentos bruscos. Ele acontece de forma mais silenciosa, sustentado por relacionamento e presença regional.