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Agências e Operadoras / Destinos

Clientes compram viagens com menos antecedência na pandemia, aponta Braztoa

Novo decreto visa fomentar o turismo no país

Previsibilidade e promoções motivaram viagens de última hora

Viagens compradas com menos de um mês de antecedência ganharam destaque com a pandemia de Covid-19. A busca por previsibilidade em meio as constantes mudanças do cenário epidemiológico e de restrições fez com que este perfil de compra, que antes da pandemia era o menos observado dentro das operadoras de turismo, assumisse a liderança nas vendas.

“Há a questão da segurança. Se estou viajando daqui dez dias eu tenho um controle maior de como vai estar a situação e o cenário. A gente entende que esta questão de segurança pesa bastante na decisão de viagem das pessoas”, explica Marina Figueiredo, vice-presidente da Braztoa.

Dados do Boletim Braztoa, no qual o índice de vendas de viagens é avaliado em uma escala de 0 a 5, mostram um crescimento expressivo de 40% nas viagens compradas com no máximo dez dias de antecedência, que passaram de um índice de 1,74 antes da pandemia para 2,45 durante a pandemia. Este perfil que era o menos vendido hoje ocupa a segunda colocação.

Já viagens compradas entre 11 e 30 dias antes do embarque também cresceram, passando de 2,16 para 2,91 (+34%), hoje o mais vendido dentro das operadoras Braztoa. Antes da pandemia, este grupo ocupava a penúltima posição.

Em contrapartida, viagens compradas com mais de 30 dias de antecedência tiveram uma queda acentuada na comparação com o pré-pandemia. Viagens reservadas entre 61 e 90 dias, que antes lideravam o índice (3,42) tiveram uma queda de 34%. Viagens compradas com mais de 91 dias de antecedência tiveram uma queda de 24% no índice. Já as viagens compradas entre 31 e 60 dias apresentaram uma queda maior em relação ao pré-pandemia (23%), mas ocupam atualmente a última posição na preferência dos clientes das operadoras.Boletim Braztoa

Outro fator que alavancou esta compra em cima da hora foram as ofertas que surgem em decorrência da baixa ocupação de hotéis e voos. “Acaba ajudando nessa compra em cima da hora a disponibilidade e a promoção. É mais viável para destinos que tem uma malha aérea um pouco melhor, ou os destinos que as pessoas vão de carro e podem decidir em cima da hora. Os preços alteram bastante e o cliente está atento a essas condições de preço que surgem em cima da hora”, completa Marina.

DURAÇÃO E FAIXA ETÁRIA

Outra mudança significativa no perfil de compra de viagens nas operadoras está na duração da viagem. Viagens curtas, de até quatro dias, cresceram na preferência do cliente, passando de 2,41 para 2,75 no índice avaliado pelo Boletim. Esse aumento, é um reflexo das viagens de carro para curtas distâncias que se tornaram uma tendência na pandemia, que beneficiaram destinos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Apesar de registrarem quedas no índice, as viagens longas, com mais de dez dias de duração, e médias, entre seis e dez, ainda são as preferidas.

Mais um aspecto a mostrar mudança foi a faixa etária dos clientes. A faixa dos jovens adultos (18 a 30 anos) foi a única a apresentar crescimento na comparação ao pré-pandemia. O segmento de adultos (31 a 60) caiu cerca de 12% no índice, mas ainda lidera. Já o índice de vendas as pessoas acima de 60 anos caíram 15%.

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