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Agências e Operadoras

ENTREVISTA – Corporativo terá volta mais lenta e novo perfil de viagens

Gervasio Tanabe, presidente executivo da Abracorp

Gervasio Tanabe, presidente executivo da Abracorp

O mercado de lazer está reagindo. E o corporativo? Fizemos esta pergunta ao presidente executivo da Associação Brasileira das Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), Gervásio Tanabe. Ele acredita que a recuperação será mais lenta e afirma que já é uma realidade para empresas médias e pequenas. O perfil de viagens também tende a diminuir, com a eliminação de viagens mais curtas e rápidas. Outro indicador da espera de um volume maior de viagens corporativas nos próximos meses é que 39% das TMCs já têm pelo menos 30% dos seus colaboradores trabalhando novamente no escritório.

MERCADO & EVENTOS – Dados mostram que o lazer começa a reagir, mas agências e empresas do setor indicam que o corporativo deve demorar um pouco mais. O que vocês, como Abracorp, estão sentindo o momento atual?
Gervásio Tanabe –
Um termômetro é o regime de trabalho das agências. Fizemos uma enquete com os associados perguntando como está a volta aos escritórios. O resultado foi que 39% já está com mais de 30% do pessoal no escritório. É um bom indicador. Além disso, 45% estão testando os colaboradores quando voltam. Há uma preocupação grande com protocolos. Essa volta significa que há uma expectativa de um volume maior em agosto e setembro e isso vem, obviamente, do feedback dos próprios clientes.

M&E – No primeiro trimestre a movimentação das agências Abracorp ficou praticamente 70% abaixo do pré-pandemia. Como está sendo agora com o avanço da vacinação?
Gervásio Tanabe –
Mês a mês a movimentação vem crescendo. Não com muita velocidade, porque diferente do lazer, onde é apenas o indivíduo que decide, as empresas ainda não estão autorizando viagens de quem não está totalmente vacinado. Mas, quando ouvimos o que está acontecendo em mercados como os Estados Unidos que estão em recuperação e retornando ao normal também nas viagens, a expectativa é que no Brasil quando tivermos quase 100% da população economicamente ativa vacinada, o ritmo será acelerado.

M&E – Mesmo com os relatos e dados de que o corporativo retomará após o lazer, vemos que as companhias aéreas estão ampliando oferta em destinos que são de negócios. De onde vem esta demanda?
Gervásio Tanabe –
As grandes empresas que têm grande volume realmente quase não estão viajando, mas tem um grade volume de empresas menores. Os médio e pequenos estão cada vez viajando mais. Por isso as companhias começam a se preocupar em ter rede mais ampla. Grandes corporações e multinacionais ainda não liberaram os seus executivos, mas acredito que a vacinação em massa mudará isso. Estamos projetando um retorno maior em setembro, mas o perfil deve ser diferente. Imaginamos que os trechos curtos como ponte aérea, devem diminuir um pouco, mas os voos médios e longos devem aumentar.

M&E – Há também o fator do aumento das reuniões remotas. Isso deve impactar no volume do corporativo no pós-pandemia também?
Gervásio Tanabe –
Achamos que as plataformas online irão impactar as reuniões pequenas. O quanto ainda não conseguimos estimar, mas imaginamos que não deve passar de 30%. A decisão de não viajar dependerá muito da produtividade. Por exemplo, em uma viagem a um destino mais longe, o executivo fica mais de um dia e tem uma agenda além da reunião propriamente dita. Essas viagens seguirão acontecendo. Agora, aquela ponte aérea de um executivo que ia para uma reunião de manhã e voltava na hora do almoço vai diminuir.

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