
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) requereu à Justiça a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, antigo Hotel Urbano, por descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas após sua prisão por furto qualificado. O empresário foi detido novamente na última segunda-feira (5), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, portando documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada.
As medidas cautelares haviam sido determinadas após a conversão de sua prisão preventiva em liberdade provisória, no âmbito de um processo que apura uma série de furtos cometidos em abril de 2025. Entre as obrigações impostas pela Justiça estavam a monitoração eletrônica, a proibição de se ausentar da cidade sem autorização judicial prévia e a apresentação periódica de relatórios médicos ao juízo responsável pelo caso.
Segundo o MPRJ, a prisão no Ceará evidencia o descumprimento das determinações judiciais, já que Mendes não tinha autorização para deixar o Rio de Janeiro. Além disso, a Promotoria destacou que não há registro de apresentação de relatórios médicos desde setembro do ano passado, o que reforça, na avaliação do órgão, a conduta reiterada de desrespeito às medidas impostas.
Crimes ocorreram na Barra da Tijuca
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público em maio de 2025, os crimes foram praticados nos dias 25 e 26 de abril, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Em uma das ocorrências, João Ricardo Mendes teria se passado por entregador de aplicativo para furtar um quadro, escondendo a obra dentro de uma bolsa de entregas.
Ainda no mesmo dia, ele seguiu para um escritório de arquitetura, onde se apresentou como eletricista para ter acesso ao local. Na ocasião, foram furtados quadros, uma mesa digitalizadora, duas carteiras com dinheiro e outros objetos. No dia anterior, segundo a investigação, o ex-CEO também teria subtraído uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, localizado na orla da Barra da Tijuca.
No dia seguinte, os furtos continuaram no escritório Duda Porto Arquitetura, situado no Casa Shopping, também na Barra, de onde teriam sido levados dois quadros, um iPad e a carteira do proprietário do estabelecimento.
Pedido de nova prisão
Para o Ministério Público, a prisão em flagrante no Ceará, aliada ao uso de documento falso e à ausência de cumprimento das obrigações judiciais, demonstra risco concreto à aplicação da lei penal. No pedido protocolado nesta terça-feira (6), a Promotoria sustenta que a conduta de Mendes revela desprezo pelas determinações da Justiça, justificando a decretação da prisão preventiva.
Cabe agora ao Judiciário analisar o pedido e decidir se o ex-CEO da Hurb retornará ao regime de custódia preventiva enquanto o processo segue em andamento.







